Mulher tem dedo indicador amputado após ataque com foice em comunidade indígena de Roraima
Uma mulher de 46 anos teve o dedo indicador decepado após ser atacada por outra mulher com um golpe de foice na tarde desta sexta-feira (13), na comunidade indígena Monte Moriá I, localizada no município de Uiramutã, ao Norte do estado de Roraima. O caso está sendo investigado pela Polícia Militar como lesão corporal grave, com a suspeita ainda foragida e buscas em andamento na região.
Detalhes do ataque violento durante mutirão tradicional
De acordo com informações da Polícia Militar de Roraima, a vítima participava de um ajuri, que é um mutirão tradicional de trabalho coletivo comum em comunidades indígenas, em uma roça de plantio. Ao retornar para sua residência, ela carregava consigo um saco de milho quando, durante o trajeto, encontrou uma mulher acompanhada do marido. A vítima então pediu ajuda para transportar o saco, o que desencadeou uma reação violenta da suspeita.
Motivada por ciúmes, a mulher suspeita se exaltou imediatamente e começou a xingar a vítima de forma agressiva. Em seguida, sem qualquer aviso, ela atacou a mulher com uma foice, desferindo um golpe em direção ao pescoço. Para se defender do ataque, a vítima colocou a mão na frente do corpo, o que resultou na amputação do dedo indicador e em um corte profundo na mão, conforme relatado pelas autoridades policiais.
Socorro médico e transferência para hospital em Boa Vista
A mulher ferida foi socorrida inicialmente no posto de saúde da própria comunidade indígena Monte Moriá I, onde recebeu os primeiros atendimentos de emergência. Devido à gravidade dos ferimentos, que incluíam a amputação traumática e o corte profundo, ela foi encaminhada ao hospital do município de Uiramutã para avaliação mais especializada.
Porém, considerando a complexidade das lesões, a vítima precisou ser transferida para o Hospital Geral de Roraima (HGR), localizado na capital Boa Vista, onde recebe atendimento médico adequado para o caso. A transferência foi necessária para garantir o tratamento cirúrgico e de reabilitação que a situação exige, conforme protocolos de saúde pública do estado.
Suspeita foge e tenta agredir outras pessoas na região
A Polícia Militar informou que a mulher suspeita do ataque fugiu imediatamente após o incidente violento na comunidade indígena. Além disso, ela tentou agredir outras pessoas em comunidades da região, incluindo uma mulher gestante, o que aumentou a preocupação das autoridades com a segurança local.
Buscas foram realizadas pelas equipes policiais nas áreas próximas, mas a suspeita não foi encontrada nem presa até o momento. A investigação continua ativa, com a PM coletando depoimentos e evidências para localizar a autora do crime e esclarecer todos os detalhes do caso, que chocou a comunidade indígena e mobilizou os serviços de segurança pública.
O episódio destaca a importância de medidas de prevenção à violência em áreas remotas e a necessidade de acesso rápido a atendimento médico especializado, especialmente em situações de trauma grave como a enfrentada pela vítima. As autoridades reforçam o compromisso com a investigação e a proteção dos moradores da região.



