Homem é morto a facadas dentro de academia em Londrina após discussão por ciúmes
Crime por ciúmes termina em morte em academia de Londrina

Uma discussão motivada por ciúmes terminou em tragédia na noite de segunda-feira, 5 de janeiro de 2026, em uma academia de Londrina, no Paraná. David Schmidt Prado, de 37 anos, foi morto a facadas por Lucas Wancler Ferreira dos Santos, de 30, em um ataque que começou no estacionamento do estabelecimento e se estendeu para dentro da área de treinos, diante de outros alunos.

Perseguição e agressão dentro da academia

De acordo com relatos de testemunhas e imagens de câmeras de segurança, a vítima havia terminado seu treino na academia localizada na Avenida Faria Lima, zona sul da cidade, e se dirigia ao seu carro quando foi abordada por Lucas Santos no estacionamento. A motivação do crime seria um relacionamento que David Prado mantinha com a ex-namorada do agressor.

As câmeras registraram os primeiros golpes de faca desferidos contra Prado ainda na área externa. Ferido, a vítima conseguiu retornar correndo para dentro da academia, gritando por socorro e pedindo que as recepcionistas chamassem a Polícia Militar. No entanto, Santos o perseguiu, pulou a catraca do local e conseguiu atingi-lo com pelo menos mais uma facada, na região do abdômen.

Intervenção de policial militar à paisana

O desfecho violento foi interrompido pela ação rápida de um policial militar que estava treinando no local, de forma à paisana. Ao presenciar o ataque, o PM sacou sua arma, apontou para o agressor e deu voz de prisão. Lucas Santos, então, ergueu as mãos e soltou a faca, sendo imobilizado pelo policial até a chegada das viaturas e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

David Prado, no entanto, não resistiu aos ferimentos. Ele teria sofrido pelo menos cinco facadas e perdeu muito sangue, morrendo dentro da academia. O corpo foi encaminhado para o Instituto Médico-Legal (IML) para exames que precisarão a extensão dos ferimentos.

Consequências e reações

Lucas Santos foi preso em flagrante pelo crime de homicídio. Durante seu interrogatório, optou por permanecer em silêncio. Até o momento da publicação desta notícia, ele não possuía advogado constituído.

A academia onde o crime ocorreu emitiu uma nota oficial suspendendo suas atividades na terça-feira, 6 de janeiro. O estabelecimento se solidarizou com a família da vítima, esclareceu que "não teve qualquer participação ou responsabilidade sobre o ocorrido" e agradeceu a pronta intervenção do policial que estava no local.

O caso, que chocou a comunidade de Londrina, segue sob investigação das autoridades policiais.