Câmera flagra vizinha jogando líquido com fezes em quintal de casa em Arandu
Câmera flagra vizinha jogando líquido suspeito em Arandu

Uma moradora de Arandu (SP) denunciou à polícia que vem sendo perseguida por uma vizinha de 61 anos. Os episódios, segundo ela, começaram em 2021, quando a idosa passou a arremessar objetos no quintal da residência. Quatro boletins de ocorrência já foram registrados, o mais recente na segunda-feira (4), quando a vítima, que preferiu não se identificar, procurou a Delegacia de Polícia Civil para relatar um fato ocorrido em 15 de abril.

Câmera flagra ação

No boletim de ocorrência, a moradora do bairro Jardim Sodré descreve um episódio registrado por uma câmera de monitoramento instalada pelo irmão justamente para flagrar as atitudes da vizinha. Nas imagens, a mulher aparece se aproximando do muro com uma sacola contendo um pote e despejando o conteúdo para dentro do quintal. Segundo a vítima, o líquido seria fezes.

O irmão da vítima afirmou ao g1 que a suspeita já arremessou pregos, cacos de vidro, pedras e materiais corrosivos. "Tudo começou quando minha irmã teve um filho, mas não sabemos a relação. Aí veio o caos na pandemia. Já jogou caco de vidro, seringa, fezes, soda cáustica. O ácido quase atingiu nosso cachorro", desabafa.

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Marcas de corrosão e danos

No quintal e nas paredes da casa, é possível ver marcas do material corrosivo. A família afirma que, além dos boletins, acionou a polícia em algumas ocasiões, mas optou por não formalizar denúncia. "A câmera não captura bem porque é líquido; já queimou a pata e o olho do cachorro", relata o irmão.

Segundo ele, os episódios são esporádicos. Em outras ocasiões, a vizinha profere ofensas e bate no muro que divide os imóveis. "Ela fica um tempo bem, depois parece ter um surto, volta a jogar ácido, falar palavras ofensivas, bater no muro. Já abriu buracos no muro", afirma.

A vítima procurou familiares da suspeita, suspeitando de transtorno psicológico, mas a situação não foi resolvida. "É uma sensação de impotência. Tentamos resolver corretamente, mas os episódios continuam. Em alguns momentos, sinto pena, porque não parece comportamento de alguém equilibrado", desabafa o irmão.

Investigação e aspectos legais

O caso foi registrado como contravenção penal — perturbação da tranquilidade na Delegacia de Polícia Civil de Arandu e será investigado. O advogado criminalista Murilo Raszl Cortez explica que a diferença entre contravenção e crime está na gravidade: as contravenções são mais leves. "A vítima narra ações reiteradas. Pode configurar crime de perseguição, art. 147-A do Código Penal", aponta. Segundo ele, a atitude é ilegal, fere o direito de vizinhança e pode gerar indenização por danos morais.

A família teme que a situação se agrave e que a suspeita passe a agredi-los fisicamente. O g1 tentou contato com familiares da suspeita, mas não obteve retorno até a publicação.

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