Estudante de medicina brasileira morta a 58 golpes de tesoura no Paraguai
Brasileira morta a 58 golpes de tesoura no Paraguai

A autópsia no corpo da estudante de medicina Júlia Victória Sobierai Cardoso, de 22 anos, revelou que a jovem natural de Chapecó, Santa Catarina, foi morta com 58 golpes de tesoura e outros sete ferimentos provocados por uma faca. A informação foi divulgada nesta segunda-feira, 27 de janeiro, pelo promotor Osvaldo Zaracho, responsável pela investigação no Paraguai, país onde o crime ocorreu.

O principal suspeito do assassinato é Vitor Rangel Aguiar, ex-companheiro da vítima, que permanece foragido. De acordo com as autoridades, ele pode ter retornado ao Brasil após o crime. O Ministério Público do Paraguai informou no fim de semana que formalizará um pedido de captura internacional, porém, até o momento, o nome do suspeito ainda não consta na lista vermelha da Interpol.

Detalhes do crime e da investigação

O laudo pericial também identificou ferimentos no pescoço da jovem, indicando que ela foi estrangulada. As armas utilizadas no crime foram apreendidas pelas autoridades paraguaias. O promotor Zaracho afirmou que a principal linha de investigação é que Vitor não aceitava o fim do relacionamento com Júlia.

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O crime ocorreu na sexta-feira, 24 de janeiro. Segundo o promotor, a suspeita é que Vitor tenha agido por não aceitar o término do namoro. “Manejamos uma porcentagem menor de que ele esteja no lado brasileiro. Ainda não sabemos oficialmente. Não temos nenhuma novidade sobre isso, porque somente se emitiu a ordem de captura a ele”, declarou o investigador.

Gustavo Sobierai, irmão da vítima, relatou que Júlia e o suspeito mantiveram uma amizade após o fim do relacionamento. Essa informação foi confirmada pelo Ministério Público paraguaio. “Este homem provavelmente não tinha aceitado o fim do relacionamento e estava se aproximando dela novamente como amigo. Na sexta-feira, ele foi ao apartamento onde ela morava, supostamente para conversar”, disse Zaracho.

Relato do namorado da colega de quarto

Júlia foi morta na manhã de sexta, em seu próprio quarto. No apartamento, além dela e do suspeito, estava o namorado da colega de Júlia, que dividia a residência com a estudante. O promotor Osvaldo Zaracho informou que o companheiro da colega da vítima afirmou às autoridades que ouviu um barulho vindo do quarto da estudante e questionou se havia algum problema, mas o suspeito respondeu que não.

Horas depois, por volta das 17h, a amiga de Júlia, que dividia o apartamento com ela, chegou ao local e encontrou o corpo da jovem. “A porta estava completamente fechada. Eles entraram de forma forçada pela varanda”, relatou o promotor. Após a polícia ser acionada, a Justiça paraguaia autorizou a entrada dos investigadores na casa do suspeito ainda na sexta-feira, o que permitiu obter informações sobre ele.

Velório e comoção

Júlia nasceu em Chapecó, no Oeste catarinense, mas antes de se mudar para o Paraguai morou em Navegantes com a família. O velório da estudante ocorreu nesta segunda-feira, 27 de janeiro, em Navegantes. A jovem cursava medicina e sonhava em ser pediatra.

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