Familiares e amigos se despediram com profunda tristeza de Rodrigo Castanheira, adolescente de apenas 16 anos, em um velório realizado na tarde deste domingo (8). A cerimônia ocorreu na Igreja Batista Capital, localizada no Trecho 2 do Setor de Clubes Sul, no Distrito Federal, seguida pelo sepultamento no Cemitério Campo da Esperança, na Asa Sul.
Detalhes da tragédia e internação prolongada
Rodrigo faleceu no sábado (7), após permanecer por 16 dias internado em estado considerado gravíssimo. O jovem não resistiu aos ferimentos sofridos durante uma violenta agressão ocorrida em Vicente Pires. O corpo foi transportado em cortejo pelo Corpo de Bombeiros até o local do sepultamento, marcando o fim trágico de uma vida interrompida precocemente.
Circunstâncias da agressão fatal
Durante o confronto, Rodrigo foi submetido a uma sequência intensa de socos, resultando em uma queda onde sua cabeça atingiu a porta de um veículo. O impacto causou um traumatismo craniano severo, seguido por uma parada cardiorrespiratória que durou 12 minutos críticos. Imediatamente socorrido, ele foi encaminhado a um hospital particular em Águas Claras, onde permaneceu em coma induzido desde a madrugada do dia 23 de janeiro.
Em comunicado oficial, o Hospital Brasília Águas Claras confirmou o triste desfecho, explicando que, "apesar de todos os esforços da equipe médica, o quadro evoluiu para a perda completa e irreversível das funções cerebrais". A instituição expressou solidariedade à família e amigos, oferecendo suporte necessário neste momento de dor extrema.
Agressor preso e reviravoltas jurídicas
O autor da agressão, identificado como Pedro Turra, de 19 anos, encontra-se atualmente preso preventivamente no Centro de Detenção Provisória da Papuda. Inicialmente, ele foi detido e liberado após o pagamento de uma fiança no valor de R$ 24,3 mil, mas a Justiça decretou sua prisão preventiva posteriormente, mantendo-o em cela individual devido a relatos de ameaças recebidas dentro da unidade prisional.
Posicionamento das defesas envolvidas
A defesa de Pedro Turra emitiu uma nota no sábado (7), expressando que a família do piloto "lamenta profundamente o falecimento de Rodrigo Castanheira". Os advogados relataram que o acusado está "abatido e profundamente entristecido", demonstrando preocupação com sua família, namorada e amigos, além de manifestar "profundo arrependimento" pelos eventos ocorridos.
Em contrapartida, Albert Halex, advogado da família de Rodrigo, utilizou redes sociais para classificar o ocorrido como "inadmissível". Ele descreveu o caso como um retrato de "maldade revoltante", criticando indivíduos que agem movidos por sensação de poder e impunidade. Halex afirmou que "a vida humana não tem preço e não pode ser medida pelo status social de quem a retira", comprometendo-se a buscar justiça integralmente.
Contexto da briga e investigações ampliadas
O conflito iniciou-se no dia 23 de janeiro, a partir de uma brincadeira envolvendo um chiclete mascado que Pedro Turra teria jogado em direção a outra pessoa. A discussão escalou rapidamente para a agressão física que culminou na tragédia. Pedro Turra foi desligado do quadro de pilotos da temporada 2026 da Fórmula Delta, categoria escola, devido à repercussão do caso.
Histórico criminal em investigação
A Polícia Civil investiga atualmente quatro denúncias adicionais envolvendo o acusado, incluindo episódios anteriores que vieram à tona após a ampla divulgação deste caso. As investigações abrangem:
- Agressão contra o adolescente de 16 anos em janeiro
- Briga registrada em uma praça de Águas Claras em junho de 2025
- Denúncia de uma jovem que alega ter sido forçada a ingerir bebida alcoólica quando menor de idade
- Agressão contra um homem de 49 anos durante uma discussão de trânsito
O Superior Tribunal de Justiça negou o pedido de habeas corpus apresentado pela defesa de Pedro Turra, mantendo a prisão preventiva. Enquanto aguarda julgamento, o acusado recebeu materiais como o livro "Luz nas Grades", escrito por seu advogado, e uma Bíblia para reflexão espiritual durante este período desafiador.