Adolescente relata assédio sexual em ônibus na Zona Sul do Rio; suspeito é aluno da PUC
Adolescente relata assédio sexual em ônibus no Rio; suspeito é da PUC

Adolescente relata assédio sexual em ônibus na Zona Sul do Rio; suspeito é identificado como aluno da PUC

Uma adolescente relata ter sofrido um assédio sexual dentro de um ônibus da linha 565 (Tanque x Gávea) no fim da manhã desta terça-feira (11), na Zona Sul do Rio de Janeiro. A jovem, que estava voltando da escola, postou um vídeo nas redes sociais mostrando um homem fazendo movimentos com a mão sobre a região genital enquanto a olhava fixamente.

Vídeo viraliza e suspeito é reconhecido

O vídeo, que rapidamente ultrapassou 700 mil visualizações em apenas uma hora após a publicação, gerou uma onda de indignação nas redes. Nos comentários, o homem foi identificado por outros usuários como um aluno da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). Em resposta, a universidade emitiu uma nota afirmando que o indivíduo foi reconhecido por estudantes e que, caso seja confirmado o vínculo, tomará as medidas cabíveis.

A PUC-Rio declarou: "A PUC-Rio condena todo e qualquer tipo de assédio e se coloca à disposição das autoridades para colaborar com as investigações". A instituição reforçou seu compromisso com a segurança e o respeito aos direitos humanos.

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Relato detalhado da vítima

A adolescente, que preferiu não se identificar, contou ao g1 que por volta das 18h30 estava na delegacia prestando queixa sobre o ocorrido. Antes disso, a Polícia Civil havia informado que não havia registro de ocorrência para o caso, mas a ação da jovem garantiu a abertura de um inquérito.

Ela descreveu a situação com precisão: "Eu saí da escola na Zona Sul do Rio e peguei o ônibus para chegar mais cedo em casa. Na altura da Rocinha, notei a entrada do homem no coletivo. Ele se sentou ao lado de mim, perto da janela nos últimos assentos".

A jovem continuou: "O ônibus estava vazio, mas eu não ia demorar para descer. Ele entrou, sentou e perguntou as horas. Eu falei '11h36' e virei de novo para a janela. Algo me deu na cabeça para eu olhar para o lado e eu vi ele tocando nas partes íntimas dele. Eu pensei 'não vou ficar olhando, vou gravar um vídeo'".

Medo e reação imediata

A adolescente revelou que ficou com medo de sofrer represálias e contou com o apoio de amigas para expor a situação. "Eu me desesperei, parece que ele tava gostando de eu ter visto ele se tocando e me desesperei. Eu levantei para sair logo daquela situação e ele ficou me chamando, falando para eu não descer. Eu saí basicamente correndo para pegar outro ônibus com medo de ele vir atrás de mim", relatou.

Ela destacou a vulnerabilidade do momento: "Eu fiquei mais intimidada porque eu estava com a roupa da escola, sozinha, e foi uma situação de 2 minutos. Foi questão de minutos para ele sentar e começar a se tocar do meu lado".

Mensagem de alerta nas redes sociais

No post que acompanhava o vídeo, a adolescente escreveu uma mensagem poderosa: "Percebi que ele estava se masturbando e me olhando fixamente. Estava sozinha no ônibus com ele e não reagi por medo de que ele fizesse algo contra mim. É importante ter cuidado. A maioria desses assediadores é agressiva e não sabemos se eles têm alguma coisa para nos atacar. Sempre é bom manter a calma e registrar o momento. Revoltante que não estamos seguras em lugar nenhum".

Este caso chama a atenção para a violência contra mulheres no transporte público e a importância de denúncias rápidas. O g1 tenta contato com o homem suspeito para obter sua versão dos fatos, enquanto as investigações policiais seguem em andamento para apurar todas as circunstâncias deste triste episódio.

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