Adolescente de 13 anos engravida após abuso sexual por três homens em Minas Gerais
Adolescente engravida após abuso por três homens em MG

Adolescente de 13 anos engravida após abuso sexual por três homens em Minas Gerais

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) instaurou um inquérito policial para apurar um possível crime contra a dignidade sexual de uma adolescente de apenas 13 anos, residente no município de Coração de Jesus. A informação foi confirmada oficialmente nesta segunda-feira, dia 16, após a família da garota procurar as autoridades com a grave denúncia.

Detalhes do crime e gravidez resultante

Segundo o relato apresentado à Polícia Militar, a adolescente foi vítima de abuso sexual por três indivíduos: dois homens de 19 anos e um adolescente de 15 anos. A violência ocorreu em janeiro, quando a garota compareceu a uma festa na comunidade de Mocambo acompanhada por uma amiga.

No local do evento, ela foi abordada pelo trio, que já era de seu conhecimento. Conforme as investigações iniciais, a vítima já teria mantido relacionamento anterior com um dos maiores de idade. Os três levaram a adolescente até um matagal próximo, onde os abusos sexuais foram cometidos.

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Em tom de ameaça, o adolescente de 15 anos teria declarado que, se ela havia ficado com um deles, teria que ficar com todos. A violência sexual resultou em uma gravidez, descoberta posteriormente pela avó da menina, que é sua responsável legal.

Descoberta da gravidez e relato familiar

A avó da adolescente revelou que a neta só contou sobre o abuso após ser questionada diretamente pelo pai. "Eles comentaram na rua, falando com todo mundo. O pai dela ficou sabendo, me ligou e mandou passar o telefone para perguntar se era verdade. Ela falou que era verdade, que eles tinham abusado dela", relatou a avó.

A responsável ainda detalhou que a adolescente sente vergonha para falar sobre o ocorrido, mas confirmou que "eles desceram a calça dela até a perna e abusaram dela da maneira que puderam". Durante o ato, outros indivíduos que estavam do lado de fora do matagal estariam filmando a cena.

A suspeita de gravidez surgiu quando a avó percebeu o atraso na menstruação da neta e a levou para atendimento médico. "Depois que eu vi que a regra dela não veio, aí eu falei: eu vou levar ao conhecimento da médica para a gente fazer um teste para ver se ela ficou grávida", explicou. A profissional de saúde confirmou a gestação e orientou que a Polícia Militar fosse acionada imediatamente.

Procedimentos legais e investigação policial

O boletim de ocorrência foi registrado no dia 5 de março, dando início ao processo investigativo. A Polícia Civil de Minas Gerais emitiu uma nota oficial informando que, assim que recebeu o registro da PM, instaurou imediatamente o inquérito policial e iniciou diligências investigativas.

Entre as medidas adotadas estão:

  • Oitiva da responsável legal da vítima
  • Escuta especializada da adolescente
  • Intimação dos investigados e testemunhas
  • Expedição de ordem de serviço para aprofundar as investigações

A PCMG destacou ainda que uma adolescente que poderia ter sido vítima dos mesmos fatos também foi identificada e será ouvida. O procedimento tramita em segredo de Justiça para garantir a proteção das vítimas envolvidas, conforme determina a legislação para casos desta natureza.

Enquadramento legal e apelo da família

O Código Penal brasileiro estabelece que ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com menor de 14 anos configura o crime de estupro de vulnerável. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) já firmou entendimento de que o consentimento da vítima, eventual experiência sexual anterior ou a existência de relacionamento amoroso não afastam a ocorrência do crime.

A avó da adolescente fez um apelo emocionado por justiça: "Nós pedimos justiça e queremos eles atrás das grades para que não venha a acontecer mais isso lá, porque temos mais menininhas do mesmo porte dela". A família aguarda o avanço das investigações e a aplicação das medidas legais cabíveis.

A Polícia Civil informou que novas informações sobre o caso poderão ser divulgadas oportunamente, conforme o andamento das investigações e respeitados os limites legais estabelecidos para proteção das vítimas.

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