Suplente de vereador do Piauí é preso novamente por violar tornozeleira eletrônica
Gasparino Lustosa Azevedo, de 37 anos, foi preso novamente na sexta-feira, dia 13, na cidade de Corrente, localizada no Sul do Piauí. A prisão ocorreu após ele violar as condições da tornozeleira eletrônica, conforme informou a Polícia Civil do Piauí (PC-PI). O indivíduo cumpria pena em regime de prisão domiciliar, mas a Justiça decidiu revogar essa medida após o sistema de monitoramento registrar repetidos descumprimentos das regras estabelecidas.
Captura rápida e histórico de prisões
Equipes de investigação da Delegacia de Corrente realizaram a captura de Gasparino Azevedo em menos de 24 horas após a expedição de um novo mandado de prisão, que foi emitido na quinta-feira, dia 12. Segundo as autoridades policiais, ele deve retornar ao sistema prisional para continuar cumprindo sua pena integralmente.
Este não é o primeiro episódio de prisão envolvendo Gasparino. Ele já havia sido detido em novembro de 2024, em Brasília, após uma operação de inteligência conduzida pela polícia piauiense, quando era considerado foragido da Justiça.
Erro judicial e candidatura polêmica
O caso ganhou repercussão nacional após revelações de que Gasparino conseguiu disputar as eleições municipais de 2024, mesmo estando condenado em decisão definitiva pela Justiça. A candidatura só foi registrada devido a um erro na emissão de documentos pelo Tribunal de Justiça do Piauí (TJ-PI), que liberou uma certidão negativa classificando-o erroneamente como "ficha limpa".
O tribunal atribuiu o problema a uma "falha técnica" em seu sistema. Com essa certidão, Gasparino filiou-se ao Partido dos Trabalhadores (PT) e concorreu a uma vaga na Câmara Municipal de Sebastião Barros. Ele recebeu 135 votos e, embora não tenha sido eleito, tornou-se o primeiro suplente do partido.
Cassação do diploma e crime cometido
Em outubro de 2025, o Tribunal Regional Eleitoral do Piauí (TRE-PI) cassou por unanimidade o diploma de suplente de Gasparino. O tribunal afirmou que uma condenação já transitada em julgado suspende automaticamente os direitos políticos, tornando o indivíduo inelegível para qualquer cargo público.
Gasparino foi condenado a 10 anos de prisão em regime fechado pelo crime de estupro de vulnerável, ocorrido na noite de Natal de 2015, na zona rural de Sebastião Barros. A sentença judicial detalha que ele violentou uma adolescente de 17 anos por mais de uma hora dentro de um carro, utilizando ameaças de morte e agressões que deixaram a vítima inconsciente. A jovem foi posteriormente abandonada ferida em um local isolado.
