Receita Federal demite três servidores por vazamento de dados sigilosos
Receita demite três servidores por vazamento de dados

Receita Federal demite três servidores por vazamento de dados sigilosos

A Receita Federal divulgou nesta terça-feira, 17 de fevereiro de 2026, que já demitiu três servidores públicos devido a vazamentos de informações sigilosas. O órgão fiscalizador informou que, desde o ano de 2023, foram implementadas medidas rigorosas para ampliar os controles de acesso aos dados, incluindo forte restrição aos perfis de acesso e aumento significativo nos sistemas de alerta.

Processos disciplinares e sanções aplicadas

Segundo a nota oficial da Receita, foram concluídos sete processos disciplinares internos, que resultaram não apenas nas três demissões, mas também em outras sanções administrativas aplicadas a servidores envolvidos em irregularidades. A instituição reforçou que não tolera qualquer tipo de desvio de conduta, especialmente quando relacionado ao sigilo fiscal, que é protegido por lei.

"Os sistemas da Receita Federal são totalmente rastreáveis, de modo que qualquer desvio é detectável, auditável e punível, inclusive na esfera criminal", afirmou a Receita em comunicado. A auditoria em andamento abrange dezenas de sistemas e contribuintes, com desvios já detectados sendo preliminarmente informados ao relator no Supremo Tribunal Federal (STF).

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Operação da Polícia Federal em três estados

Mais cedo, a Polícia Federal (PF) cumpriu quatro mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, como parte da investigação que apura o vazamento de dados da Receita envolvendo autoridades. A operação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, atendendo a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR).

A Receita destacou que, antes da operação policial, já havia aberto uma auditoria prévia para apurar as suspeitas de vazamento. Esse procedimento interno ainda está em curso e foi intensificado após solicitação específica do STF.

Contexto da investigação e medidas preventivas

Em 12 de janeiro de 2026, o STF solicitou à Receita Federal uma auditoria completa em seus sistemas para identificar possíveis desvios no acesso a dados de ministros da Corte, seus parentes e outras pessoas nos últimos três anos. O trabalho foi incorporado a um procedimento que já havia sido iniciado no dia anterior pela Corregedoria da Receita Federal, com base em notícias veiculadas pela imprensa sobre o caso.

A instituição enfatizou o compromisso com a transparência e a legalidade, garantindo que todas as medidas necessárias estão sendo tomadas para proteger a confidencialidade das informações fiscais e punir responsáveis por infrações. A ampliação dos controles de acesso desde 2023 incluiu:

  • Restrição rigorosa aos perfis de acesso aos sistemas internos
  • Aumento no número e na frequência de alertas de segurança
  • Reforço nos mecanismos de rastreabilidade de todas as operações
  • Intensificação dos processos de auditoria contínua

O caso continua sob investigação tanto pela Receita Federal quanto pela Polícia Federal, com possibilidade de novas medidas disciplinares e criminais conforme avançam as apurações.

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