PL destina R$ 120 mil mensais de dinheiro público para salários do clã Bolsonaro
O Partido Liberal (PL) está utilizando recursos do fundo partidário, provenientes da União, para pagar salários mensais de R$ 120 mil aos membros da família Bolsonaro. A informação, divulgada pelo Jornal do Brasil com base em dados da Revista Fórum e do portal Metrópoles, revela que os pagamentos já somam R$ 3.196.000,00 desde o início das contratações.
Detalhes dos valores pagos a cada integrante
Carlos Bolsonaro, que renunciou ao mandato de vereador no Rio de Janeiro para concorrer ao Senado por Santa Catarina, foi admitido como "dirigente partidário" em 16 de dezembro de 2025. Ele recebe um salário mensal bruto de R$ 38 mil, começando os pagamentos em janeiro de 2026.
Jair Bolsonaro e Michelle Bolsonaro, por sua vez, recebem valores um pouco mais altos: R$ 41,6 mil cada um mensalmente. Eles estão na folha de pagamento do PL desde janeiro e fevereiro de 2023, respectivamente, período que seguiu ao fim do mandato presidencial.
Impacto financeiro e contexto político
Somente em 2026, os três integrantes do clã já custaram R$ 240 mil por mês aos cofres públicos, considerando os dois meses de pagamentos a Carlos Bolsonaro. A contratação de Carlos ocorreu enquanto ele deixava a Câmara Municipal do Rio para focar na campanha eleitoral em Santa Catarina, um movimento que tem gerado debates sobre o uso de recursos partidários.
O total acumulado de R$ 3.196.000,00 em salários paga com dinheiro público destaca a continuidade do apoio financeiro do PL à família Bolsonaro, mesmo após o término do mandato presidencial. Essa prática levanta questões sobre a transparência e a destinação dos fundos partidários, que são destinados a atividades políticas e de manutenção dos partidos.
O caso ganhou destaque após publicações que detalham os valores e as datas de admissão, reforçando a discussão sobre a ética no uso de verbas públicas por partidos políticos. A situação do clã Bolsonaro, frequentemente envolvido em polêmicas e ataques a instituições como o STF, agora inclui essa nova dimensão financeira, que pode influenciar a opinião pública e os debates eleitorais.



