Polícia Federal prende ex-presidente da Alerj Rodrigo Bacellar por ordem do STF
PF prende ex-presidente da Alerj Rodrigo Bacellar por ordem do STF

A Polícia Federal executou nesta sexta-feira, 27 de março de 2026, a prisão preventiva do ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar, que também foi ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. A ordem de prisão foi determinada pelo Supremo Tribunal Federal, marcando um novo capítulo na terceira fase da ampla Operação Unha e Carne.

Detenção em Teresópolis e transferência para o sistema penitenciário

Rodrigo Bacellar foi detido na casa onde estava exilado em Teresópolis, localizada na região serrana do Rio de Janeiro. Após a prisão, ele foi conduzido até a superintendência da Polícia Federal, de onde será transferido para o sistema penitenciário brasileiro. A defesa do ex-deputado foi procurada para se manifestar sobre o caso, mas ainda não houve pronunciamento oficial.

Contexto da Operação Unha e Carne e as acusações

A prisão de Bacellar é um desdobramento direto da Operação Unha e Carne, que levou a Procuradoria-Geral da República a denunciar o ex-parlamentar por obstrução de uma investigação crucial da Polícia Federal sobre o Comando Vermelho. A investigação específica que ele teria atuado para obstruir é a Operação Zargun, conduzida pelo desembargador Macário Júdice Neto, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região.

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Macário Júdice Neto está atualmente afastado de suas funções e, segundo as acusações, teria vazado informações confidenciais e privilegiadas diretamente para Rodrigo Bacellar. O principal alvo da operação era TH Joias, que, conforme a denúncia da PGR, foi alertado previamente pelo então presidente da Assembleia do Rio, resultando na destruição de provas importantes.

Evidências recuperadas e a relação com o desembargador

As investigações revelaram que TH Joias trocou de celular e esvaziou completamente seu gabinete na Alerj, além da casa onde residia, na véspera das buscas realizadas pela Polícia Federal em setembro. Mensagens recuperadas durante a investigação foram fundamentais para a Procuradoria-Geral da República corroborar a denúncia.

Entre as evidências mais contundentes, estão:

  • Imagens enviadas por TH Joias a Bacellar mostrando a equipe policial dentro de sua residência durante a operação.
  • Avisos sobre a troca de celular e o compartilhamento do contato de sua advogada.
  • Conversas que demonstram uma relação de proximidade significativa entre o ex-deputado e o desembargador Macário Júdice Neto.

Força-tarefa Missão Redentor II e o mapeamento de facções

A investigação é conduzida pela força-tarefa Missão Redentor II, da Polícia Federal no Rio de Janeiro, criada a partir de uma determinação do Supremo Tribunal Federal na "ADPF das Favelas". A missão principal desta força-tarefa é mapear a infiltração de facções criminosas e milícias no poder público fluminense, destacando a gravidade e o alcance das operações em curso.

Cassação do mandato e inelegibilidade

Vale ressaltar que Rodrigo Bacellar teve seu mandato cassado na última terça-feira pelo Tribunal Superior Eleitoral, devido a abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022. No mesmo julgamento histórico, o ex-governador Cláudio Castro foi declarado inelegível, reforçando o cenário de intensa fiscalização e responsabilização no cenário político brasileiro.

Este caso ilustra os esforços contínuos das instituições brasileiras no combate à corrupção e à obstrução da justiça, com operações que buscam garantir a integridade das investigações e a soberania do Estado de Direito.

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