PF investiga fraude em investimentos da Previdência do Amapá; presidente da Amprev é alvo
PF investiga fraude na Previdência do Amapá; alvo é indicado

PF investiga suspeita de fraude em investimentos da Previdência do Amapá; indicado por Alcolumbre é alvo

A Polícia Federal retornou ao prédio da Amapá Previdência (Amprev) no final da manhã desta sexta-feira, 6 de setembro, para executar novas diligências. A ação ocorreu minutos após o cancelamento de uma coletiva de imprensa marcada com o presidente da instituição, Jocildo Silva Lemos, que é um dos alvos da Operação Zona Cinzenta.

Detalhes da operação e alvos investigados

Segundo apurações, os agentes cumpriram um novo mandado de busca e apreensão na sede da Amprev, localizada em Macapá. As diligências seguem em andamento, e até o momento não foi divulgado o material apreendido. A coletiva estava agendada para as 11h, mas por volta das 11h30, um assessor comunicou que o presidente não compareceria, alegando estar em reunião com o setor jurídico da autarquia.

Na ação desta sexta-feira, além de Jocildo Silva Lemos, também são alvos:

  • Jackson Rubens de Oliveira - membro do comitê de investimentos;
  • José Milton Afonso Gonçalves - membro do comitê de investimentos;
  • A própria Amprev, onde os mandados foram cumpridos.

Contexto dos investimentos e resposta da Amprev

A Operação Zona Cinzenta foi autorizada pela 4ª Vara da Justiça Federal e investiga suspeitas de irregularidades na aplicação de recursos do Regime Próprio de Previdência Social do Estado do Amapá (RPPS/AP). A apuração envolve a aplicação de R$ 400 milhões em Letras Financeiras emitidas pelo Banco Master, uma operação considerada de alto risco.

O Banco Master foi liquidado pelo Banco Central em novembro do ano passado, após enfrentar uma grave crise de liquidez que o impediu de honrar compromissos com clientes e investidores. Em nota, a Amprev informou que ingressou com medidas judiciais para tentar recuperar os valores aplicados no banco.

A autarquia destacou que os investimentos no Banco Master, validados pelo próprio Banco Central, representam 4,7% da carteira total da Amprev. Apesar disso, a entidade afirma se sentir lesada pelos "maus feitos" da instituição financeira e não abre mão de ser ressarcida. A Amprev também conseguiu na Justiça o bloqueio de pagamentos ao banco e espera que os responsáveis sejam punidos.

Implicações e próximos passos

Esta operação levanta questões sobre a gestão de recursos públicos e a segurança dos investimentos previdenciários no estado. A investigação da PF busca esclarecer se houve desvios ou irregularidades na aplicação desses fundos, o que pode impactar milhares de beneficiários do regime de previdência no Amapá.

Enquanto as diligências continuam, a comunidade aguarda mais detalhes sobre os desdobramentos da Operação Zona Cinzenta e possíveis medidas judiciais contra os envolvidos. A situação reforça a importância de transparência e fiscalização rigorosa nas instituições públicas, especialmente em setores críticos como a previdência social.