Endereço ligado ao prefeito de Macapá é alvo da PF em operação sobre fraudes na saúde
PF faz buscas em endereço ligado ao prefeito de Macapá

Endereço ligado ao prefeito de Macapá é alvo da Polícia Federal em operação sobre fraudes na saúde

Na manhã desta quarta-feira, 4 de setembro, a Polícia Federal realizou buscas em endereços ligados ao prefeito de Macapá, Dr Furlan, como parte da segunda fase da Operação Paroxismo. A ação investiga suspeitas de fraude em licitações relacionadas à saúde municipal, especificamente em contratos do Hospital Geral Municipal de Macapá.

Contexto político e afastamento pelo STF

O prefeito Dr Furlan havia sido afastado pelo Superior Tribunal Federal (STF) anteriormente, devido ao suposto envolvimento em irregularidades licitatórias. Apesar disso, nesta mesma manhã, ele anunciou nas redes sociais sua pré-candidatura ao governo do Amapá para as eleições de 2026. Em sua declaração, Furlan afirmou: "Sou oficialmente pré-candidato a governador do Estado do Amapá. Reafirmo que meu compromisso é com a nossa população e que vamos trabalhar para construir um futuro e um Amapá melhor!".

Furlan, que é médico e nasceu na Costa Rica, foi reeleito prefeito em 2024 com 204.291 votos. Sua carreira política começou em 2010, quando tentou, sem sucesso, se eleger deputado estadual pelo PTB.

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Detalhes da operação Paroxismo

A operação da Polícia Federal foi autorizada pelo STF e incluiu 13 mandados de busca em cidades como Macapá, Belém (PA) e Natal (RN). Além do prefeito, outros alvos da investigação são:

  • O vice-prefeito Mario Neto (Podemos)
  • A secretária de Saúde, Erica Aymoré
  • O presidente da comissão de licitação da prefeitura

De acordo com as investigações, o grupo suspeito teria fraudado licitações para direcionar contratos e desviar dinheiro público. A PF também apura indícios de lavagem de dinheiro envolvendo servidores e empresários. Os servidores foram afastados por 60 dias como parte das medidas cautelares.

Impacto e próximos passos

Esta não é a primeira vez que o prefeito é alvo de operações. Em setembro do ano passado, ele já havia sido investigado pela PF em casos similares. A Operação Paroxismo continua em andamento, com foco em apurar os detalhes das supostas irregularidades e garantir a responsabilização dos envolvidos.

A situação coloca em evidência as questões de transparência e gestão pública em Macapá, especialmente no setor da saúde, que é crítico para a população. Enquanto isso, a pré-candidatura de Furlan adiciona um elemento político complexo ao cenário, misturando processos judiciais com ambições eleitorais.

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