PF conclui contagem de R$ 429 mil arremessados pela janela em operação contra RioPrevidência
PF conta R$ 429 mil jogados pela janela em operação contra RioPrevidência

PF finaliza contagem de R$ 429 mil arremessados pela janela durante operação contra RioPrevidência

A Polícia Federal concluiu a contagem do dinheiro que foi jogado pela janela do banheiro de um apartamento durante a terceira fase da Operação Barco de Papel, que investiga crimes financeiros relacionados à gestão de recursos da RioPrevidência e do Banco Master. O montante arremessado de um prédio em Balneário Camboriú, em Santa Catarina, soma R$ 429 mil em espécie, conforme a contagem oficial dos investigadores.

Cena do dinheiro voando repercute nacionalmente

A cena do dinheiro sendo atirado pela janela repercutiu em todo o país, com cédulas sendo vistas voando e encontradas no chão enquanto os agentes da PF cumpriam as ordens judiciais. A terceira fase da operação foi deflagrada na manhã de quarta-feira (11), com os policiais chegando para cumprir mandado de busca e apreensão em um imóvel na cidade catarinense.

Segundo relatos da Polícia Federal, ao adentrarem o local, um dos ocupantes do apartamento arremessou pela janela uma mala repleta de dinheiro em espécie. O montante foi prontamente recuperado pelos policiais no local, evitando maiores perdas.

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Além do dinheiro, veículos de luxo e smartphones são apreendidos

Além dos R$ 429 mil em cédulas, os agentes apreenderam dois veículos de luxo e dois smartphones durante as diligências. Nesta etapa específica, os policiais cumpriram dois mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados nos municípios de Balneário Camboriú e Itapema, ambos em Santa Catarina.

As ordens judiciais foram expedidas pela 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, fundamentadas em indícios robustos de obstrução de investigações e ocultação de provas. A operação busca esclarecer supostas irregularidades na aquisição de letras financeiras emitidas pelo Banco Master, instituição que foi recentemente liquidada pelo Banco Central.

Contexto da investigação e prisão de ex-presidente

Na terça-feira (3), o ex-presidente do Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, foi preso por agentes da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal em Itatiaia, no Sul do Rio de Janeiro, logo após retornar dos Estados Unidos. Ele é suspeito de envolvimento em crimes de obstrução de investigações e ocultação de provas, reforçando a gravidade das acusações.

De acordo com as investigações em andamento, entre novembro de 2023 e julho de 2024, a RioPrevidência teria investido aproximadamente R$ 970 milhões no Banco Master. A operação Barco de Papel continua apurando minuciosamente essas transações e a possível existência de desvios ou irregularidades no uso dos recursos públicos.

A repercussão do caso tem chamado a atenção para a necessidade de maior transparência e fiscalização na gestão de fundos de previdência, especialmente diante de valores tão expressivos envolvidos. A Polícia Federal segue com as investigações para elucidar todos os detalhes deste esquema financeiro complexo.

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