Procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, enfrenta nova intimação para depor sobre caso Epstein
A procuradora-geral dos Estados Unidos, Pam Bondi, foi formalmente intimada a depor, nesta terça-feira (17), pela Comissão da Câmara dos Deputados, que está investigando o escândalo sexual do bilionário Jeffrey Epstein. Ela e sua vice-diretora realizarão uma reunião privada com membros do comitê nesta quarta-feira (18), conforme anunciado em comunicado oficial do painel.
Polêmicas anteriores envolvendo documentos sigilosos
Bondi já havia sido alvo de controvérsias significativas quando depôs no mesmo comitê em fevereiro de 2026. Na ocasião, ela foi flagrada com dossiês contendo históricos de pesquisa dos deputados relacionados aos arquivos do caso Epstein, o que gerou fortes críticas da oposição democrata. Durante a audiência, fotógrafos presentes no Capitólio capturaram imagens de Bondi manuseando uma página com o título "histórico de buscas de Pramila Jayapal" e uma série de números de arquivos do caso acessados pela deputada democrata.
Acusações de espionagem e tensões políticas
A deputada democrata Pramila Jayapal acusou o Departamento de Justiça norte-americano de espionar membros do Congresso, sendo apoiada por diversos colegas. Na época, Jayapal e outros deputados de ambos os partidos visitaram o Departamento de Justiça para ter acesso privilegiado aos documentos do escândalo sexual, divulgados no final de janeiro. Os parlamentares acusaram o governo Trump de acobertamento, alegando que as versões visualizadas ainda continham tarjas excessivas, limitando a transparência das informações.
Audiência marcada por confrontos e questionamentos
A audiência de Pam Bondi no Congresso foi caracterizada por momentos intensos e bate-bocas entre a procuradora-geral e os deputados. Eles a questionaram rigorosamente sobre a atuação do governo na investigação do caso Epstein e sobre possíveis conexões entre o então presidente dos EUA, Donald Trump, e o escândalo sexual. O governo Trump enfrenta uma crise política devido à divulgação dos arquivos do caso, envolvendo Jeffrey Epstein, um bilionário acusado de liderar uma rede de tráfico sexual de menores com contatos entre as figuras mais poderosas do mundo. Epstein faleceu na prisão em 2019, mas as repercussões de seu caso continuam a abalar a política norte-americana.
Este depoimento ocorre em um contexto de crescente pressão por transparência e responsabilização, com o Comitê Judiciário da Câmara buscando esclarecer as ações governamentais e eventuais falhas na apuração de um dos escândalos mais notórios da história recente dos Estados Unidos.
