Leila Pereira adia depoimento à CPMI do INSS após conquista do título paulista
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) concedeu um adiamento ao depoimento de Leila Pereira, presidente do Palmeiras e do Banco Crefisa, que estava agendado para esta segunda-feira. O pedido de adiamento foi feito pela própria Leila, que alegou a existência de compromissos pré-agendados em São Paulo, impossibilitando sua presença na sessão.
Contudo, a empresária se comprometeu formalmente a prestar esclarecimentos ao colegiado na próxima segunda-feira, dia 16 de março de 2026. Este compromisso assume maior relevância considerando o contexto recente: no domingo anterior, Leila Pereira celebrou a conquista do título do Campeonato Paulista pelo Palmeiras, um momento de destaque em sua carreira no futebol.
Motivações da convocação e suspensão do contrato
A convocação de Leila Pereira pela CPMI do INSS está diretamente ligada ao papel do Banco Crefisa em um pregão que definiu o pagamento de novos benefícios do INSS. A instituição financeira foi a grande vencedora desse processo, mas a situação gerou controvérsias significativas.
De acordo com um trecho do requerimento aprovado para sua convocação, "a gravidade dos problemas relatados foi suficiente para levar o próprio INSS a adotar medida excepcional: suspensão cautelar do contrato para novos pagamentos". Essa decisão foi motivada por reclamações reiteradas de beneficiários e por comunicações encaminhadas através de diversos canais e instituições, indicando possíveis irregularidades ou falhas no serviço prestado.
Outros depoimentos agendados na CPMI
Enquanto o depoimento de Leila Pereira foi adiado, a sessão desta segunda-feira segue com outras audiências importantes. O CEO do Banco C6 Consignado, Artur Ildefonso Brotto Azevedo, está confirmado para depor perante a comissão.
O Banco C6 tem figurado repetidamente nos últimos anos entre as instituições com o maior número de reclamações registradas na plataforma consumidor.gov.br. Essas queixas estão relacionadas principalmente a questões de crédito consignado, cartão de crédito consignado e reserva de margem consignável (RMC), levantando preocupações sobre práticas comerciais e atendimento ao consumidor.
Além disso, a CPMI do INSS também deve ouvir o presidente da Dataprev, Rodrigo Ortiz D’Ávila Assumpção, em sessões futuras. A Dataprev, empresa pública de tecnologia, desempenha um papel crucial no processamento de dados e benefícios do INSS, tornando seu testemunho essencial para a investigação em curso.
O adiamento do depoimento de Leila Pereira não interrompe os trabalhos da comissão, que continua a buscar esclarecimentos sobre as operações envolvendo instituições financeiras e o pagamento de benefícios previdenciários. A expectativa é que sua audiência na próxima semana traga luz a questões críticas relacionadas à transparência e eficiência no sistema do INSS.
