Ex-reitor da UERR é denunciado por liderar organização criminosa que desviou R$ 15,1 milhões
Ex-reitor da UERR denunciado por desvio de R$ 15,1 milhões

Ex-reitor da Universidade Estadual de Roraima é denunciado por liderar organização criminosa

O Ministério Público (MP) de Roraima apresentou uma denúncia formal à Justiça contra o ex-reitor da Universidade Estadual de Roraima (UERR), Regys Odlare Lima de Freitas. A acusação central é de que ele teria liderado uma organização criminosa dedicada ao desvio de milhões de reais dos cofres da instituição de ensino superior.

Esquema milionário desvia recursos públicos

De acordo com a denúncia elaborada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), o esquema criminoso teria desviado pelo menos R$ 15,1 milhões da Universidade Estadual de Roraima. Os desvios ocorreram no período compreendido entre os anos de 2016 e 2022, indicando uma operação prolongada e sistemática.

O Ministério Público está solicitando à Justiça que determine a devolução de R$ 27,6 milhões aos cofres públicos, valor que corresponde ao montante desviado corrigido monetariamente. Além disso, o órgão requer o pagamento de uma indenização por danos morais coletivos no valor de R$ 100 milhões, que seria destinado integralmente à UERR.

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Outros envolvidos nas acusações

Além do ex-reitor Regys Odlare Lima de Freitas, também foram denunciados os empresários Bruno Rheno Pinheiro e Silva e Shirley Ibiapino Cirqueira. Eles são sócios da empresa Ibiapino & Pinheiro Ltda., que estaria envolvida no esquema de desvio de recursos.

O trio enfrenta acusações formais pelos crimes de peculato (desvio de dinheiro público), fraude em licitação e associação criminosa. As investigações apontam para uma rede organizada que atuava de forma coordenada para subtrair verbas públicas destinadas à universidade.

Impactos na instituição de ensino

A Universidade Estadual de Roraima, que deveria ser um pilar de educação e desenvolvimento para o estado, foi gravemente prejudicada por esses supostos desvios. Os recursos desviados poderiam ter sido aplicados em melhorias na infraestrutura, aquisição de equipamentos, capacitação de professores e ampliação de oportunidades para os estudantes.

O caso representa um sério golpe na confiança da sociedade nas instituições públicas de ensino e destaca a necessidade de mecanismos mais eficazes de controle e transparência na gestão de recursos públicos.

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