Ex-presidente do Tribunal de Contas de Roraima é preso após condenação por corrupção
O ex-conselheiro do Tribunal de Contas de Roraima (TCE-RR), Henrique Manoel Fernandes Machado, foi preso nesta quarta-feira (1°) em cumprimento a um mandado de prisão expedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A detenção ocorreu após ele ser condenado a mais de 11 anos de prisão pelos crimes de formação de quadrilha e peculato, em um dos maiores casos de corrupção já registrados pela Justiça do estado.
Escândalo dos gafanhotos completa 23 anos em 2026
Henrique Machado foi réu no escândalo conhecido como "dos gafanhotos", que teve sua operação desencadeada em 26 de novembro de 2003, com a Operação Praga do Egito. Este caso marcou profundamente a história judicial de Roraima e, em 2026, completará 23 anos desde sua deflagração. A investigação revelou um esquema extenso de desvios de recursos públicos, envolvendo altos funcionários do tribunal.
O ex-presidente do TCE-RR havia sido afastado do cargo em dezembro de 2016, quando a ministra do Supremo Tribunal Federal, Rosa Weber, derrubou uma liminar que o mantinha no posto. Desde então, o conselheiro Manoel Dias foi eleito para ocupar a presidência no biênio 2017/2018, assumindo as rédeas do tribunal em um período de transição e reformas.
Condenação e prisão reforçam combate à corrupção
A prisão de Henrique Machado representa um marco significativo no combate à corrupção em Roraima, destacando a atuação firme do STF em casos de grande repercussão. A condenação por formação de quadrilha e peculato reflete a gravidade dos crimes cometidos, que envolveram o desvio de verbas públicas em larga escala.
Após a detenção, ele foi encaminhado ao sistema prisional do estado, onde cumprirá a pena determinada pela Justiça. Este caso serve como um alerta para a necessidade de transparência e integridade nas instituições públicas, especialmente em órgãos de controle como os Tribunais de Contas.
A operação que levou à sua prisão é parte de um esforço contínuo para apurar e punir irregularidades no âmbito da administração pública, reforçando a importância da vigilância e da responsabilização de agentes públicos envolvidos em atos ilícitos.



