Ex-presidente do BRB é preso pela PF em operação que investiga esquema de lavagem de dinheiro
Ex-presidente do BRB preso em operação da PF por lavagem de dinheiro

Ex-presidente do BRB é preso em operação da Polícia Federal

Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), foi preso nesta quinta-feira (16) durante a quarta fase da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal. A ação investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro para pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos, com foco em crimes de corrupção, organização criminosa e infrações financeiras.

Suspeitas sobre negócios com o Banco Master

Segundo as investigações, Costa é acusado de não seguir práticas adequadas de governança e permitir transações com o Banco Master sem lastro suficiente. O executivo, que assumiu a presidência do BRB em 2019 após indicação do ex-governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha, liderou a tentativa de compra do Master pela instituição pública, apresentada como solução para a crise do banco privado.

No entanto, o Banco Central vetou a operação, concluindo que não havia viabilidade econômico-financeira e que o negócio poderia transferir riscos excessivos ao BRB. Costa foi afastado do cargo em novembro por decisão judicial, antes da conclusão das investigações.

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Detalhes da operação e perfil do acusado

Nesta fase, a Polícia Federal cumpriu dois mandados de prisão preventiva e sete mandados de busca e apreensão. Além da tentativa de compra, os agentes apuram se o BRB adquiriu carteiras de crédito problemáticas do Master, com possíveis falhas nos processos internos de análise, aprovação e governança.

Paulo Henrique Costa possui formação em administração de empresas e especializações financeiras em universidades estrangeiras, com mais de 20 anos de experiência no mercado financeiro. Antes de comandar o BRB, atuou como vice-presidente de Clientes, Negócios e Transformação Digital da Caixa Econômica Federal, onde trabalhou desde 2001.

Contexto institucional e investigações em andamento

O BRB é um banco público controlado pelo governo do Distrito Federal, que aparece no caso Master como principal interessado na aquisição e por realizar operações financeiras sob escrutínio. A Polícia Federal continua investigando as transações entre as instituições para determinar a extensão das irregularidades e a possível participação de outros envolvidos.

As investigações da Operação Compliance Zero destacam a importância de mecanismos de controle e transparência em instituições financeiras públicas, especialmente em negócios de alto risco que podem comprometer a estabilidade econômica.

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