Ex-presidente da Alerj Rodrigo Bacellar é preso novamente pela Polícia Federal no Rio de Janeiro
O ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar, do partido União, foi preso pela Polícia Federal nesta sexta-feira, 27 de março de 2026, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Esta é a segunda vez que Bacellar é detido, com a medida cautelar sendo acompanhada de um mandado de busca e apreensão, embora os motivos específicos não tenham sido divulgados oficialmente.
Contexto da prisão anterior e denúncia da PGR
Bacellar havia sido preso anteriormente em dezembro, sob suspeita de envolvimento em vazamento de informações relacionadas a uma operação policial que tinha como alvo o ex-deputado TH Joias, figura ligada ao Comando Vermelho. Tanto Bacellar quanto TH Joias foram denunciados pela Procuradoria-Geral da República (PGR), acusados de crimes que ainda estão sob investigação.
O caso ganhou novos contornos com a decisão do STF, que formou maioria para aprovar o voto secreto em uma eleição indireta no Rio de Janeiro. Ministro Alexandre de Moraes defendeu publicamente a realização de voto popular, argumentando que há desvio de finalidade na renúncia do governador Cláudio Castro, e votou a favor de eleição direta. Outros ministros, como Gilmar Mendes, Flávio Dino e Cristiano Zanin, acompanharam a posição de Moraes.
Decisões do STF e impacto político
Além disso, os ministros do Supremo Tribunal Federal concordaram com a redução do prazo de desincompatibilização para 24 horas em disputas na Alerj, uma medida que visa agilizar processos eleitorais no estado. Essa decisão ocorre em um momento de tensão política, com a prisão de Bacellar destacando as investigações em curso sobre corrupção e vazamento de dados sensíveis.
A prisão de Rodrigo Bacellar reforça o cenário de instabilidade no Rio de Janeiro, onde operações da Polícia Federal e ações do STF têm sido frequentes. A falta de divulgação dos motivos da nova detenção levanta questões sobre a transparência do processo, enquanto a denúncia da PGR continua a pressionar figuras políticas envolvidas.
Esse episódio ilustra os desafios enfrentados pelo sistema judiciário brasileiro em combater crimes de alto escalão, com o STF desempenhando um papel central na aplicação de medidas cautelares. A situação de Bacellar permanece sob análise, com expectativa de mais desenvolvimentos nas próximas semanas.



