Polícia investiga desvio de R$ 13 milhões da saúde em São Francisco do Guaporé
Desvio de R$ 13 milhões da saúde é investigado em RO

Operação policial mira desvio milionário de recursos da saúde em município de Rondônia

A Polícia Civil de Rondônia realizou, nesta terça-feira (10), uma operação com mandados de busca e apreensão contra o tesoureiro da Prefeitura de São Francisco do Guaporé, suspeito de desviar aproximadamente R$ 13 milhões do Fundo Municipal de Saúde. O servidor, que já havia sido afastado de suas funções em fevereiro, é investigado por fraude contra a administração pública.

Detalhes da operação e medidas judiciais

A ação foi autorizada pelo Juizado de Garantias de Porto Velho e incluiu buscas na residência do investigado e na sede da prefeitura. Durante a operação, computadores foram apreendidos para auxiliar nas investigações. A polícia chegou a solicitar a prisão preventiva do servidor, mas o pedido foi negado pela Justiça.

Entretanto, a Justiça autorizou o bloqueio de cerca de R$ 500 mil em contas bancárias vinculadas ao investigado, com o objetivo de garantir eventual ressarcimento aos cofres públicos. O nome do suspeito não foi divulgado pelas autoridades.

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Destino dos recursos desviados e investigações em andamento

De acordo com as investigações, o principal suspeito teria desviado valores que se aproximam de R$ 13 milhões em recursos públicos do Fundo Municipal de Saúde. Desse total, cerca de R$ 9,5 milhões teriam sido utilizados em plataformas de apostas online.

O delegado responsável pelo caso, que atua pela 1ª Delegacia de Polícia de São Francisco do Guaporé, informou que não irá comentar as decisões judiciais, mas destacou que a polícia segue trabalhando na apuração dos fatos.

Contexto do caso e declarações do prefeito

O servidor foi afastado em fevereiro, após suspeita de desviar valores milionários da Secretaria Municipal de Saúde. A Polícia Civil investiga o caso, e a Polícia Federal foi acionada porque há indícios de uso de recursos federais.

De acordo com o prefeito Zé Wellington (PL), o servidor confessou ter usado parte do dinheiro em apostas online. Ele afirmou ter agido sozinho, mas essa versão ainda é investigada pela polícia. O servidor ocupava o cargo de tesoureiro há cerca de quatro anos.

Segundo a prefeitura, inconsistências nas transferências de verbas destinadas à saúde foram identificadas na última semana, o que levou ao afastamento do responsável. A operação marca mais um capítulo na investigação de desvios que afetam diretamente os serviços de saúde no município.

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