Deputada acusa blindagem política para impedir investigação do Banco Master
A deputada federal Adriana Ventura, do NOVO-SP, fez graves acusações sobre um suposto movimento articulado no Congresso Nacional para impedir o avanço das investigações envolvendo o Banco Master. Em entrevista ao programa Ponto de Vista, da revista VEJA, a parlamentar foi enfática ao declarar que existe uma blindagem política para evitar a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre o caso.
"Há uma blindagem para não instalar a CPI", afirma deputada
Adriana Ventura revelou que o requerimento para criação da CPMI já conta com assinaturas suficientes, mas depende exclusivamente da decisão do presidente do Congresso, Davi Alcolumbre. "Não existe meia razão para não instalar, a não ser blindar", afirmou a deputada, sugerindo que motivações políticas estão por trás da falta de avanço no processo.
Segundo a parlamentar, o caso do Banco Master vai muito além das suspeitas envolvendo contratos de crédito consignado que estão sendo apuradas pela CPMI do INSS. "O Banco Master é muito maior do que a questão dos consignados", declarou Ventura, indicando que investigações mais amplas são necessárias para esclarecer supostas irregularidades.
Obstáculos políticos em ano eleitoral
A deputada criticou duramente o argumento regimental apresentado pelo presidente da Câmara, Hugo Motta, de que existe uma fila de CPIs aguardando análise. Para Adriana Ventura, o obstáculo não é técnico ou burocrático, mas sim político. "Tem muita força indo contra essa CPI, ainda mais em ano eleitoral", declarou, sugerindo que interesses eleitorais estariam influenciando a falta de ação do Congresso.
Ventura destacou que as investigações sobre o Banco Master envolvem questões complexas que merecem atenção imediata do Legislativo. A deputada enfatizou que a demora na instalação da CPI prejudica a transparência e a prestação de contas em um caso de grande relevância para o sistema financeiro brasileiro.
O caso continua gerando debates no Congresso, com parlamentares divididos sobre a necessidade e o momento adequado para a instalação da CPI. Enquanto isso, Adriana Ventura mantém a pressão por investigações mais profundas, afirmando que a sociedade brasileira merece respostas sobre as operações do Banco Master e suas relações com o poder público.



