Senador Carlos Viana explica repasses de emendas para fundação da Igreja Lagoinha
Carlos Viana explica repasses para fundação da Lagoinha

Senador Carlos Viana apresenta esclarecimentos sobre repasses de emendas para fundação ligada à Igreja Lagoinha

O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), apresentou ao ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, esclarecimentos detalhados sobre seus repasses de emendas parlamentares para uma fundação associada à Igreja Lagoinha. A igreja está sob investigação na própria Comissão Parlamentar de Inquérito, o que motivou parlamentares da base governista a solicitarem providências ao ministro do STF.

Explicações sobre os valores repassados

Em sua defesa, o senador Carlos Viana alegou que um dos repasses questionados, no valor de 1,5 milhão de reais destinado à prefeitura de Belo Horizonte, teria sido de autoria exclusiva do Poder Executivo, não configurando uma emenda parlamentar. Viana reconheceu, no entanto, o envio de outras duas emendas, no montante de 1,4 milhão e 1 milhão de reais, mas afirmou que esses recursos foram direcionados ao município de Capim Branco.

Segundo o parlamentar, o repasse efetivo para a Fundação Oásis, entidade ligada à Igreja Lagoinha, teria sido uma decisão tomada pelo Executivo municipal, seguindo os procedimentos legais estabelecidos. "Os repasses à Fundação Oásis foram realizados pelo ente municipal e observaram os ritos legais da modalidade fundo a fundo, sem indícios de irregularidades", declarou Viana em seu documento.

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Contexto das investigações e pedidos de providência

A Igreja Lagoinha surgiu nas investigações conduzidas pela CPMI do INSS, levantando suspeitas sobre o uso de recursos públicos. Diante disso, parlamentares aliados ao governo federal encaminharam pedidos formais ao ministro Flávio Dino, solicitando uma análise aprofundada dos repasses realizados. A situação coloca em evidência a relação entre emendas parlamentares e organizações religiosas, um tema sensível no cenário político atual.

O senador Carlos Viana enfatizou em seus esclarecimentos que um dos valores questionados não se trata de uma emenda parlamentar, mas sim de verba discricionária do Poder Executivo, buscando assim afastar qualquer implicação direta de sua autoria nesse repasse específico. A resposta do ministro Flávio Dino aos esclarecimentos apresentados é aguardada com expectativa, podendo influenciar os rumos das investigações da CPMI.

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