BRB pede ao STF reserva de recursos em delações do caso Master para cobrir prejuízos
BRB pede ao STF reserva de recursos em delações do caso Master

Banco de Brasília solicita ao STF garantias financeiras em possíveis delações do caso Master

O Banco de Brasília (BRB) protocolou um pedido junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) solicitando que eventuais acordos de delação premiada relacionados ao caso Master incluam a reserva de recursos para cobrir prejuízos supostamente causados à instituição financeira. Em comunicado oficial ao mercado, o BRB destacou que a iniciativa tem caráter preventivo e cautelar, visando resguardar seu direito à eventual recomposição integral de danos sofridos em operações mantidas com o Banco Master, de Daniel Vorcaro.

Medida judicial busca proteger ativos e valores recuperados

O banco enfatizou que, no momento atual, não há definição quanto à existência, quantificação ou efetiva realização de quaisquer valores a serem recuperados. No entanto, a petição incidental com pedido de tutela cautelar foi apresentada como uma ação antecipada para assegurar que, se houver recuperação de recursos, eles sejam destinados prioritariamente à reparação dos prejuízos causados às partes lesadas.

O comunicado ao mercado detalhou que a medida judicial tem como objetivo específico a eventual reserva, segregação e vinculação de bens, valores, ativos, créditos e fluxos financeiros que possam ser identificados, recuperados, bloqueados, repatriados ou ofertados no contexto das investigações em andamento. O pedido faz referência à legislação que rege os acordos de colaboração premiada e ao Código Penal, reforçando a base legal da solicitação.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

BRB adia divulgação do balanço consolidado de 2025

Paralelamente, o BRB informou que não cumprirá o prazo legal estabelecido para a divulgação do balanço consolidado referente ao ano de 2025. Conforme a legislação brasileira, todas as instituições financeiras devem publicar suas demonstrações financeiras do ano anterior até o final de março, prazo que se encerrou na terça-feira (31) às 23h59.

Em um comunicado de fato relevante, o banco justificou o adiamento pela necessidade de conclusão dos trabalhos da auditoria forense contratada para apurar os eventos relacionados à operação denominada Compliance Zero. Além disso, destacou a importância de uma avaliação adequada, pela Administração da Companhia e pelo Auditor Independente, dos potenciais impactos desses eventos nos resultados financeiros.

Presidente do BRB explica decisão e próximos passos

Em entrevista, o presidente do BRB, Nelson de Souza, esclareceu que, sem a conclusão da investigação interna, poderia haver falta de informações sobre os responsáveis pelos prejuízos, além de riscos de distorções nos números divulgados. Ele afirmou que essa situação foi devidamente explicada ao Banco Central, assegurando transparência no processo.

Nelson de Souza destacou: “Pode haver diferença de números ou pessoas que podem ser enquadradas que levam a detectar quem foi que causou esse prejuízo ao BRB. Nós temos uma auditoria em andamento e em seguida vai ser feito espelhamento pela auditoria interna que todos os bancos têm.”

O presidente também revelou que o Conselho de Administração do BRB, órgão máximo da instituição, já sinalizou a intenção de divulgar, em breve, uma convocação para uma assembleia marcada para o dia 22 de abril. Essa reunião deverá abordar os desdobramentos das investigações e as medidas necessárias para garantir a estabilidade financeira e operacional do banco.

Até o momento, não há registros de acordos de delação premiada assinados envolvendo os investigados no caso Master, mas o BRB mantém sua postura proativa para proteger seus interesses e garantir que eventuais recursos recuperados sejam direcionados à reparação dos danos sofridos.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar