Ex-presidente Jair Bolsonaro recebe alta hospitalar e retorna para regime de prisão domiciliar em Brasília
O ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu alta hospitalar na manhã desta sexta-feira, 27 de março de 2026, conforme boletim médico divulgado pelo Hospital DF Star, onde estava internado desde o dia 13 de março para tratamento de uma pneumonia. Após a liberação, Bolsonaro retornou para sua residência em um condomínio nobre no Lago Sul, região administrativa de Brasília, onde cumprirá prisão domiciliar autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes.
Detalhes da internação e condição de saúde
A internação ocorreu após o ex-presidente passar mal no 9° Batalhão da Polícia Militar, localizado no Complexo Penitenciário da Papuda, conhecido popularmente como Papudinha. Na ocasião, uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) o transportou para o Hospital DF Star apresentando sintomas graves, incluindo febre alta, queda significativa na saturação de oxigênio, sudorese intensa e calafrios. O boletim médico que oficializou a alta foi assinado pelo cirurgião-geral Cláudio Birolini, pelos cardiologistas Leandro Echenique e Brasil Caiado, e pelo diretor-geral do hospital privado, Allisson Barcelos Borges.
Antes da hospitalização, Jair Bolsonaro cumpria pena de 27 anos e 3 meses na Papudinha por condenações relacionadas a tentativa de golpe de Estado e outros crimes conexos. A decisão pela prisão domiciliar foi tomada com base em sua condição de saúde, permitindo que ele se recupere em ambiente residencial sob monitoramento rigoroso.
Regime de prisão domiciliar e medidas de segurança
Na prisão domiciliar, Bolsonaro voltará a ser monitorado por tornozeleira eletrônica, equipamento que já havia tentado violar em novembro do ano passado, antes de sua condenação definitiva pela trama golpista. Agentes da Polícia Militar do Distrito Federal serão responsáveis pela segurança externa de sua residência, com o objetivo principal de evitar qualquer tentativa de fuga ou violação das condições estabelecidas.
Conforme a decisão judicial, o regime de prisão domiciliar tem prazo inicial estabelecido em 90 dias. Após esse período, a manutenção do benefício deverá ser reanalisada pelo ministro Alexandre de Moraes, que poderá solicitar nova perícia médica para avaliar a evolução do estado de saúde do ex-presidente e a necessidade de continuidade do regime especial.
Este caso continua a atrair atenção nacional devido às implicações políticas e jurídicas envolvendo uma figura central na recente história brasileira, enquanto as autoridades mantêm vigilância sobre o cumprimento das medidas de segurança e saúde pública.



