O ex-presidente Jair Bolsonaro deve receber alta hospitalar ainda nesta quinta-feira, 1º de janeiro de 2026. A informação foi confirmada após a conclusão de uma série de procedimentos médicos destinados a corrigir crises persistentes de soluços que o levaram à internação no final de dezembro.
Internação e procedimentos médicos
A internação de Bolsonaro ocorreu no dia 24 de dezembro de 2025. Desde então, sua saúde foi monitorada de perto por uma equipe médica, que realizou intervenções para resolver o problema. Esta foi a terceira operação enfrentada pelo ex-presidente durante este período de hospitalização.
Os médicos responsáveis pelo caso finalizaram o procedimento cirúrgico mais recente e atualizaram o estado de saúde do paciente, indicando que a evolução clínica permitia a liberação. As crises de soluços, condição que motivou a internação, foram o foco principal do tratamento.
Prisão domiciliar negada por Alexandre de Moraes
Paralelamente ao quadro de saúde, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, negou um novo pedido de prisão domiciliar para o ex-presidente. A decisão judicial manteve-se firme, não acatando a solicitação da defesa, que possivelmente alegava razões de saúde para o benefício.
Este não é o primeiro pedido do tipo recusado pelo ministro, demonstrando a manutenção de uma posição rigorosa do Judiciário em relação às medidas cautelares aplicadas a Bolsonaro no âmbito de processos que correm na Corte.
Cenário político e próximos passos
A alta hospitalar de Bolsonaro ocorre em um momento de tensão política. Notícias recentes indicam que a oposição articula uma ofensiva por impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, movimento que ganhou força após uma polêmica envolvendo o magistrado e o Banco Master.
Com a saúde estabilizada, os próximos passos do ex-presidente, tanto na esfera jurídica quanto na política, voltam a ser foco de atenção. A negativa da prisão domiciliar significa que ele continuará respondendo aos processos em liberdade, mas sob as restrições já determinadas pela Justiça.
O episódio da internação, que mobilizou a mídia e o debate público nas últimas semanas, chega ao fim com a alta médica, embora as questões judiciais e políticas que envolvem o ex-presidente permaneçam em aberto e sob intenso escrutínio.