Advogado de Lulinha acusa TV Globo de retomar métodos da Lava Jato para desgastar presidente Lula
O advogado Marco Aurélio Carvalho, que atua na defesa de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, fez duras críticas à TV Globo, afirmando que a emissora está retomando os velhos métodos da operação Lava Jato. Segundo ele, a estratégia utiliza a imagem do filho do presidente para desgastar Luiz Inácio Lula da Silva, que busca seu quarto mandato no Palácio do Planalto nas eleições de outubro.
Reportagem do Jornal Nacional e reação de Flávio Bolsonaro
Em entrevista exclusiva à Revista Fórum, Carvalho comentou a edição do Jornal Nacional da noite anterior, que dedicou boa parte do telejornal a uma reportagem baseada em uma suposta coincidência entre repasses de Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, à empresa de uma amiga de Lulinha e pagamentos feitos por ela para uma agência de viagens. Horas após a exibição, Flávio Bolsonaro, do PL, que frequentemente critica a emissora chamando-a de GloboLixo, compartilhou a reportagem na íntegra em suas redes sociais, demonstrando um alinhamento inesperado.
Estratégia de desgaste e associação ao bolsonarismo
O advogado destacou que, na ausência de um projeto político sólido da oposição, a emissora teria armado uma estratégia para atacar o governo de forma indireta. Para Carvalho, a associação da Globo ao bolsonarismo remete aos tempos tenebrosos da Lava Jato, quando a força-tarefa comandada por Sergio Moro e Deltan Dallagnol mantinha uma rede de relacionamentos com jornalistas da mídia liberal para fabricar narrativas contra Lula.
"A Globo está tentando desgastar o governo atingindo a imagem do filho do presidente para novamente, de uma forma absolutamente inadequada, retomar o tema da corrupção", afirmou Carvalho.
Vazamentos seletivos e representação na Justiça
Segundo o advogado, o método empregado utiliza vazamentos seletivos, escoados por agentes de Estado, incluindo dentro da Polícia Federal, para abastecer a narrativa na mídia liberal, que estaria alinhada ao bolsonarismo. Carvalho antecipou que está entrando com representação na Justiça para pedir investigações rigorosas sobre esses vazamentos.
"Nós estamos representando a Polícia Federal para pedir apurações rigorosas em relação a esses vazamentos seletivos, que são sempre descontextualizados e sugerem coisas que efetivamente não aconteceram", declarou.
Investigações contra Lulinha e defesa do advogado
Marco Aurélio Carvalho reafirmou que Lulinha "não tem relação direta ou indireta com absolutamente nenhum dos fatos que estão sendo investigados no bojo da CPMI do INSS". Ele enfatizou que o filho do presidente não recebeu um único real sequer do empresário Antônio Camilo ou de suas empresas, e que dados vazados não demonstraram qualquer ligação com o caso de corrupção.
O advogado argumentou que todas as linhas de investigação da Polícia Federal envolvendo Fábio Lula foram rechaçadas pelas circunstâncias e por fatos incontestáveis. "O que talvez justifique esse tempo dedicado a ele, seja a perseguição implacável da qual ele segue sendo vítima, que tem um punho político e eleitoral indiscutível", concluiu Carvalho, reforçando a tese de motivação política por trás das acusações.



