Polícia prende suspeitos de quadrilha que sequestrava motoristas de aplicativo em Itaquaquecetuba
Quadrilha sequestrava motoristas de app em Itaquaquecetuba; polícia prende

Operação policial desarticula quadrilha especializada em sequestro de motoristas de aplicativo

A Polícia Civil de Itaquaquecetuba realizou uma operação nesta quinta-feira (12) que resultou na prisão de dois homens suspeitos de integrar uma quadrilha especializada em sequestrar motoristas de aplicativo. A ação, denominada Operação Chofer, também cumpriu dez mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados.

Modus operandi violento e aproveitamento do Pix

De acordo com o delegado Luis Romani, responsável pelas investigações, os criminosos atuavam de forma planejada. Eles solicitavam corridas por meio de aplicativos e, quando o motorista chegava ao local de embarque, era rendido e levado para um cativeiro. Sob ameaça de um revólver, as vítimas eram forçadas a realizar transferências bancárias via Pix.

"Não contentes com o dinheiro extorquido, eles ainda subtraíam pertences pessoais como celulares, dinheiro em espécie e, em muitos casos, o próprio veículo do motorista", explicou o delegado Romani, destacando a violência e a ganância do grupo.

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Investigação ampla e mais suspeitos identificados

Até o momento, a polícia já identificou dez suspeitos envolvidos no esquema, sendo três adultos e sete adolescentes. Foram expedidos três mandados de prisão temporária e cinco de internação provisória. Pelo menos três vítimas já registraram boletins de ocorrência na delegacia da cidade, mas as autoridades acreditam que o número real de crimes seja maior.

"Outros menores de idade já estão internados por envolvimento em roubos, e há integrantes foragidos. Continuamos investigando ativamente, pois existem outros registros policiais com o mesmo padrão de ação", afirmou o delegado.

Apreensões e monitoramento de redes sociais

Durante as buscas, os policiais apreenderam celulares que estavam em posse dos suspeitos. A investigação também incluiu o monitoramento das redes sociais dos membros da quadrilha, onde encontraram evidências incriminadoras.

"Já coletamos diversas informações, inclusive extraídas das redes sociais. Além dos roubos, os suspeitos costumavam exibir veículos roubados e armas de fogo nessas plataformas. Novas prisões devem ser efetuadas em breve", declarou Romani.

Crescimento de sequestros com extorsão via Pix

O delegado destacou que essa modalidade criminosa, que combina sequestro com extorsão financeira, tornou-se mais comum após a popularização do Pix. "Isso vem crescendo desde 2020. Muitos pensavam que os sequestros tradicionais haviam acabado, mas a diferença é que, antes, um terceiro pagava o resgate. Agora, a própria vítima é coagida a transferir o dinheiro diretamente", finalizou, alertando para a necessidade de atenção redobrada por parte dos profissionais do transporte por aplicativo.

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