Na noite desta terça-feira, 5 de novembro, um protesto na região do Taboão, em Guarulhos, na Grande São Paulo, resultou em dois ônibus incendiados e na interdição total da Rua Jamil João Zarif. De acordo com a Polícia Militar, a corporação foi acionada por volta das 19h40 para atender uma manifestação no número 1.203 da via.
Manifestantes incendiaram veículos e bloquearam a via
Segundo a PM, os manifestantes atearam fogo nos dois coletivos e bloquearam a rua, impedindo o tráfego de veículos. O Corpo de Bombeiros foi chamado ao local e enviou duas viaturas para combater as chamas. Até o fechamento desta edição, não havia informações sobre feridos. Às 20h26, a PM informou que a manifestação ainda estava em andamento.
Vídeos publicados nas redes sociais mostram os ônibus em chamas, com uma densa fumaça preta tomando conta da avenida. Moradores da região relataram momentos de tensão e pânico.
Motivação do protesto
De acordo com relatos obtidos pela TV Globo, o protesto teria sido motivado pela morte de dois homens durante uma ação da Polícia Militar ocorrida na manhã do último domingo, 3 de novembro, no bairro Jardim Bananal, também em Guarulhos. A comunidade local se revoltou com o desfecho da ocorrência.
O que diz a SSP
Em nota oficial, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que dois homens, de 28 e 37 anos, morreram após um confronto com policiais militares. Segundo a pasta, a PM recebeu uma denúncia e tentou abordar um veículo suspeito, mas o motorista desobedeceu à ordem de parada e fugiu. Dois suspeitos desceram do carro e correram a pé, momento em que teriam atirado contra os policiais. Os dois homens foram socorridos, mas não resistiram aos ferimentos.
A SSP afirmou que com os suspeitos foram apreendidas duas armas de fogo e porções de drogas. As armas dos policiais foram apreendidas para perícia, e a Polícia Militar instaurou um Inquérito Policial Militar (IPM) para apurar o caso, incluindo a análise das imagens captadas pelas câmeras corporais dos agentes. A ocorrência foi registrada no 7º Distrito Policial de Guarulhos como morte decorrente de intervenção policial e legítima defesa.



