Paralisação de policiais civis interdita Ponte Princesa Isabel no centro do Recife
Uma paralisação de policiais civis interdita os dois sentidos da Ponte Princesa Isabel, na área central do Recife, desde a manhã desta quarta-feira (18). A via, que liga a Rua Princesa Isabel à Praça da República, onde fica o Palácio do Campo das Princesas, sede do governo de Pernambuco, permanece bloqueada até a última atualização desta reportagem, conforme informado pela Autarquia de Trânsito e Transporte Urbano (CTTU).
Reivindicações dos policiais civis
A paralisação é organizada pelo Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (Sinpol), que cobra do governo do estado abertura de diálogo para melhores condições de trabalho. Segundo o sindicato, os policiais chegaram a ser chamados para uma reunião pelo governo, mas não foram atendidos nem receberam retorno oficial ao chegar ao local. Entre as principais reivindicações estão:
- Abertura imediata de uma mesa de negociação
- Valorização dos policiais civis
- Implementação do reajuste referente à ação da carga horária para todos, ativos e aposentados
O Sinpol informou que, durante a paralisação, apenas serviços essenciais continuam funcionando, como registros de flagrantes e ocorrências, além de medidas protetivas em casos de violência doméstica. A mobilização segue até que tenha uma reunião com o governo, e não há previsão para liberação da ponte. Uma nova assembleia da categoria está marcada para as 17h.
Posicionamento do governo de Pernambuco
Procurado, o governo de Pernambuco informou que mantém diálogo com os servidores estaduais. Disse ainda que, no dia 2 de março, enviou um ofício ao Fórum dos Servidores, que inclui o Sinpol, com a data da próxima reunião de negociação, marcada para 31 de março. O governo afirmou que segue aberto ao diálogo e que busca avançar em melhorias para todas as categorias do funcionalismo público estadual.
A paralisação dos policiais civis tem causado transtornos no trânsito da região central do Recife, afetando a mobilidade urbana e destacando as tensões entre a categoria e a administração estadual. A situação permanece em aberto, com ambas as partes aguardando novos desdobramentos nas negociações.



