PM é preso suspeito de envolvimento no desaparecimento da ex e dos pais dela no RS
PM preso por suspeita em desaparecimento de família no RS

PM é preso suspeito de envolvimento no desaparecimento da ex e dos pais dela no RS

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul segue investigando intensamente o misterioso desaparecimento de três pessoas da mesma família, ocorrido em Cachoeirinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre. Nesta terça-feira, 10 de setembro, Cristiano Domingues Francisco, ex-companheiro de Silvana Germann de Aguiar, a primeira a desaparecer, foi preso preventivamente, marcando um novo capítulo nas buscas pela verdade.

Desaparecimento que mobiliza a polícia

Silvana, de 48 anos, e os pais dela, Isail Vieira de Aguiar, 69, e Dalmira Germann de Aguiar, 70, não são vistos desde janeiro, gerando grande comoção na comunidade local. A principal linha de investigação aponta para a hipótese de homicídio, conforme revelado pelas autoridades policiais.

O delegado Ernesto Prestes, titular da 2ª DP de Cachoeirinha, afirmou com cautela: "Não podemos agora revelar o que nós temos. Investigamos um crime, mas não podemos dizer nem como e nem o motivo, porque isso pode interferir nos próximos passos". Ele reforçou que a polícia trabalha com a suspeita de homicídio para as três vítimas, mantendo sigilo sobre os indícios que levaram à prisão do suspeito para não comprometer a investigação.

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Prisão temporária e afastamento do serviço

O delegado Anderson Spier, responsável pelo caso, explicou que a prisão serve para auxiliar no momento atual da investigação. "Obtivemos alguns elementos na investigação que nos permitiram, nesse primeiro momento, representar pela prisão temporária de um suspeito. É um primeiro momento, em que todos estão ansiosos pela resolução desse crime", declarou.

A prisão temporária tem prazo máximo de 30 dias, e a reportagem busca contato com a defesa do suspeito preso. Em nota oficial, a Brigada Militar informou que Cristiano será afastado do serviço policial, com as investigações sendo acompanhadas de perto pela Corregedoria-Geral da corporação.

Reunião de autoridades e novos detalhes

Na segunda-feira, 9 de setembro, o caso foi discutido em uma reunião estratégica com autoridades, incluindo agentes da Polícia Civil, delegados e a subchefe da Polícia Civil no RS, Patrícia Tolotti. Durante o encontro, a polícia confirmou que o cartucho encontrado na casa do casal de idosos é de festim, um detalhe que pode ser crucial.

O delegado Spier destacou que a reunião serviu para que todos pudessem se debruçar ainda mais sobre esse caso complexo e confrontar minuciosamente os detalhes da investigação, demonstrando o comprometimento das forças de segurança em desvendar o mistério.

Celular encontrado e perícias em andamento

Um celular encontrado nas imediações da casa dos idosos também passa por perícia especializada, embora a Polícia Civil não comente os detalhes das análises já concluídas. Até o momento, não há informações concretas sobre o que realmente aconteceu com a família, mas os investigadores mantêm a forte suspeita de que um crime grave tenha ocorrido.

Entenda a cronologia do caso

Silvana de Aguiar foi vista pela última vez em 24 de janeiro. Na mesma data, uma publicação em seu perfil nas redes sociais alegava que ela havia sofrido um acidente em Gramado, mas estava bem. No entanto, a polícia descobriu que o acidente nunca aconteceu, e o objetivo da postagem era claramente despistar o desaparecimento. Desde então, seu celular permanece desligado e ela não fez mais contato.

Alertados por vizinhos sobre a postagem suspeita, os pais saíram para procurar a filha no domingo, 25 de janeiro. Segundo o delegado Anderson Spier, o casal chegou a ir à delegacia distrital para registrar o sumiço, mas a unidade estava fechada. Depois desse episódio, eles também não foram mais vistos, aumentando o mistério.

A polícia confirmou que o acidente de trânsito relatado por Silvana é uma farsa e descarta a hipótese de sequestro, pois não houve nenhum pedido de resgate. As principais suspeitas agora se concentram em homicídio ou cárcere privado, com investigações aprofundadas em andamento.

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Detalhes investigativos e contexto familiar

O carro de Silvana foi encontrado na garagem de sua casa, com a chave no interior da residência, o que reforça a tese de que ela não viajou. Imagens de uma câmera de segurança registraram uma movimentação atípica na noite de 24 de janeiro:

  • Um carro vermelho entrou na residência da filha às 20h34 e saiu oito minutos depois.
  • Às 21h28, o veículo de Silvana entrou na garagem.
  • Mais tarde, às 23h30, outro carro chegou, permaneceu por 12 minutos e foi embora.

A polícia investiga se era ela quem dirigia seu próprio carro e busca identificar os outros veículos, em uma busca incansável por pistas que possam levar à solução do caso.

Silvana é filha única do casal e mora na mesma região deles. Ela se apresenta como vendedora de cosméticos e tem um filho de 9 anos, que estava com o pai no fim de semana do desaparecimento. A filha trabalha com os pais, que são donos de um pequeno mercado que funciona junto à residência da família.

Isail Vieira de Aguiar e Dalmira Germann de Aguiar são descritos como queridos e tranquilos pelos parentes e vizinhos, mantendo um bom relacionamento com a filha. O desaparecimento repentino dessa família unida tem deixado a comunidade local em estado de alerta e esperança por respostas.