Uma operação da Polícia Civil na comunidade Nova Holanda, no Complexo da Maré, e em Bonsucesso, na zona norte do Rio, causou a interdição da Linha Vermelha, uma das vias expressas mais importantes da capital fluminense, na tarde desta terça-feira, 5 de maio de 2026. Segundo a Polícia Militar, um grupo de pessoas invadiu a pista no sentido Centro e arremessou objetos para impedir o fluxo de veículos, em represália à operação. Durante a ação policial, um homem morreu e 12 pessoas foram presas.
Interdição e represália
Equipes do Batalhão de Policiamento em Vias Expressas (BPVE) e policiais militares do Batalhão da Maré foram direcionados ao local para remover itens do caminho dos motoristas e evitar novas obstruções. A interdição da via expressa gerou congestionamento e transtornos para os motoristas que trafegavam pela região.
Impacto na educação e transporte
Durante a operação da Polícia Civil, escolas municipais da região tiveram suas atividades afetadas. Ao todo, 41 escolas suspenderam as aulas do turno da manhã devido à insegurança. Além disso, nove linhas de ônibus foram impactadas, prejudicando o transporte público na área.
Operação Torniquete
Nesta nova fase da Operação Torniquete, policiais da Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis da Capital (DRFA) recuperaram 28 veículos roubados. Além disso, os agentes apreenderam uma grande quantidade de entorpecentes, armas, munições e dinheiro em espécie. Um macaco preso em uma jaula também foi resgatado. A ofensiva tem como objetivo combater um grupo criminoso ligado ao Comando Vermelho, que tem como principal atividade o roubo de cargas e veículos e o comércio ilegal de armas de fogo, munições e acessórios.
Foco da operação
O foco da operação desta terça-feira foi a apreensão de documentos e aparelhos eletrônicos que contribuam para o aprofundamento das investigações. A ação contou com o apoio de agentes do Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE) e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core).
Investigações revelam esquema criminoso
As investigações revelaram que o grupo criminoso utiliza documentos falsos, empresas de fachada e plataformas digitais clandestinas para viabilizar as atividades ilegais. A Polícia Civil continua as investigações para desarticular completamente a organização criminosa.



