Mulher morta pelo marido em Itu estava desaparecida há quase uma semana
Mulher morta pelo marido em Itu estava desaparecida

Uma mulher de 32 anos, identificada como Maria de Fátima Matos da Silva, também conhecida como Samira, foi encontrada morta às margens da Rodovia Santos Dumont (SP-075), em Campinas (SP), no último domingo (17). A Polícia Civil confirmou que ela foi vítima de feminicídio, assassinada pelo próprio marido em Itu (SP). O crime ocorreu no dia 12 de maio, e o corpo só foi localizado quase uma semana depois.

Confissão do suspeito

O marido da vítima, de 37 anos, se entregou à polícia e confessou o assassinato. Segundo o delegado Rui Pegolo, responsável pelo caso, o homem apresentou versões contraditórias antes de admitir o crime. Ele revelou que usou uma abraçadeira plástica, conhecida como "enforca-gato", para estrangular Maria de Fátima. A ferramenta era de fácil acesso, pois ele trabalhava em uma empresa de montagem de bicicletas.

De acordo com a versão do suspeito, durante uma discussão, ele empurrou a vítima, que caiu e bateu a cabeça no corrimão da escada. Ao perceber que ela começou a convulsionar, ele decidiu estrangulá-la com a abraçadeira. O delegado detalhou: "Ele disse que tinha em casa essa tira usada para amarrar quadros de bicicletas. Segundo ele, quando ela bateu a cabeça no corrimão, após ser empurrada na escada, passou a convulsionar e decidiu pelo estrangulamento, passando a fita pelo pescoço."

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Ocultacão do cadáver

Após o assassinato, o homem escondeu o corpo em uma área de mata em Itu. Três dias depois, ele retornou ao local para transportar o cadáver até Campinas, onde o abandonou em um gramado próximo ao Aeroporto de Viracopos. O corpo foi encontrado por populares no domingo (17).

Maria de Fátima era natural de Pacajus, no Ceará, e deixou dois filhos. Ela havia se mudado para o interior de São Paulo há alguns anos para morar com o companheiro, que conheceu pela internet. A família aguarda a liberação do corpo para realizar o sepultamento no Ceará.

Registro policial

O caso foi registrado no Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) de Campinas como feminicídio, ocultação de cadáver e captura de procurado. A prisão temporária do suspeito foi decretada pela Justiça.

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