Furto de cabos de energia elétrica registra aumento preocupante no estado do Rio de Janeiro
Os casos de furto de cabos de energia apresentaram um crescimento significativo de 8,2% em toda a área de concessão da Enel Rio no ano de 2025, conforme balanço divulgado pela concessionária. Ao longo do ano, foram subtraídos impressionantes 13,2 quilômetros de cabos, uma extensão que equivale à da icônica Ponte Rio-Niterói. Esse crime impactou diretamente cerca de 17 mil clientes distribuídos pelas 66 cidades atendidas pela empresa, representando um aumento de 7,3% em relação ao ano anterior.
Região Serrana é uma das mais afetadas pelo problema
Na Região Serrana, mais de 700 metros de cabos de energia foram furtados, provocando interrupções e oscilações no serviço de fornecimento elétrico para a população local. As regiões Norte, dos Lagos e Metropolitana concentraram a maior parte das ocorrências, somando aproximadamente 7,2 quilômetros de fios roubados apenas em 2025.
Segundo José Luis Salas, diretor de Redes da Enel Rio, o furto de cabos não causa apenas transtornos operacionais, mas também representa sérios riscos à segurança pública. "Essa prática criminosa provoca interrupções no fornecimento de energia e exige horas de trabalho das nossas equipes para recompor a rede. Além disso, alertamos para os perigos de choques elétricos graves e a possibilidade de incêndios", afirmou o executivo.
Medidas de combate e penalidades legais
Para tentar conter o avanço desse tipo de crime, a concessionária informou que tem adotado estratégias específicas:
- Substituição de cabos por materiais com menor valor comercial no mercado
- Manutenção de parcerias estratégicas com as forças de segurança
- Participação em grupo de trabalho com a Secretaria de Estado da Polícia Militar e outras concessionárias de energia
O furto de cabos de energia é considerado crime pelo ordenamento jurídico brasileiro e prevê pena de dois a oito anos de reclusão. A Enel Rio reforça que denúncias sobre atividades suspeitas podem ser feitas através dos canais oficiais da empresa, contribuindo para o combate a essa prática que prejudica tanto a infraestrutura elétrica quanto a qualidade de vida dos cidadãos.



