Fraudes judiciais: quadrilha usou dados de idoso doente para lucrar
Fraudes judiciais: quadrilha usou dados de idoso doente

Uma quadrilha investigada por fraudes judiciais contra instituições financeiras na região de Ribeirão Preto (SP) utilizou dados pessoais de um idoso acamado e dependente de oxigênio para lucrar ilegalmente. O caso foi revelado em um relatório do Ministério Público (MP) que embasou a segunda fase da Operação Têmis, deflagrada nesta quarta-feira (6) em conjunto com a Polícia Civil.

Vítimas vulneráveis

De acordo com as investigações, idosos, aposentados e pessoas em situação de vulnerabilidade foram usados como laranjas sem seu conhecimento. Um oficial de Justiça descreveu no relatório que, ao tentar cumprir um mandado no endereço de um dos requerentes, encontrou um idoso enfermo, utilizando balão de oxigênio e sem condições físicas de receber a intimação.

“Dirigi-me ao endereço indicado, na data: 07/02/2025, e aí sendo, o requerente é idoso, informou-me que estava enfermo, no balão de oxigênio, sem condições físicas de receber tal ato”, relatou o oficial.

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Esquema criminoso

Segundo os agentes, a organização criminosa ajuizava milhares de ações contra bancos utilizando assinaturas falsificadas e dados de terceiros. O advogado Klaus Philipp Lodoli é apontado como líder do esquema, que também envolve outros suspeitos.

Presos na Operação Têmis

Seis pessoas foram alvos de mandados de prisão na operação:

  • Klaus Philipp Lodoli
  • Rafael de Jesus Moreira
  • Carlos Renato Lira Buosi
  • Daiane Cristina Rosa
  • Carine Costa e Silva Araújo
  • Donizete Gomes da Silva

Além disso, 20 mandados de busca e apreensão foram cumpridos. A Justiça determinou o bloqueio de até R$ 25 milhões em contas e bens dos investigados.

Acusações

Os suspeitos respondem por organização criminosa, estelionato, falsidade ideológica, fraude processual, lavagem de dinheiro e violação de sigilo de dados. Um dos presos, Carlos Renato Lira Buosi, declarou estar tranquilo ao chegar à delegacia e afirmou que provará sua inocência. As defesas dos demais investigados não foram localizadas até a publicação desta notícia.

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