Corregedoria da Brigada Militar auxilia investigação de família desaparecida há 15 dias no RS
O desaparecimento da família Aguiar, residente em Cachoeirinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre, completou quinze dias nesta segunda-feira, mantendo as autoridades em alerta máximo. A investigação, conduzida pela Polícia Civil, ganhou um novo capítulo com a colaboração da Corregedoria da Brigada Militar, levantando suspeitas sobre o possível envolvimento de um policial militar no caso.
Detalhes do desaparecimento e investigação em andamento
Silvana Germann de Aguiar, de 48 anos, e seus pais, Isail Vieira de Aguiar, 69, e Dalmira Germann de Aguiar, 70, não são vistos desde o final de janeiro. As autoridades não divulgaram a identidade do policial militar sob suspeita nem o seu suposto envolvimento, mas a participação da Corregedoria indica uma linha de apuração interna paralela à investigação criminal principal.
A Corregedoria, órgão responsável por fiscalizar a conduta dos brigadianos e apurar infrações disciplinares e criminais, atua em conjunto com a Polícia Civil, que lidera as buscas por respostas sobre o paradeiro da família. O delegado responsável informou que mais pessoas devem ser ouvidas nesta semana, enquanto aguarda laudos de perícias realizadas em casas, carros e imagens de câmeras de segurança.
Evidências e suspeitas de crime
Um celular encontrado nas imediações da casa dos idosos será submetido a perícia, acrescentando mais um elemento ao quebra-cabeça investigativo. A Polícia Civil mantém sigilo sobre os detalhes das perícias já concluídas, mas a principal suspeita é de que um crime grave, como homicídio ou cárcere privado, tenha ocorrido.
Silvana foi vista pela última vez em 24 de janeiro, quando uma publicação falsa em suas redes sociais relatava um acidente em Gramado que nunca aconteceu, aparentemente com o objetivo de despistar o desaparecimento. Seus pais saíram para procurá-la no dia seguinte, após alertas de vizinhos, e também não retornaram.
Movimentações atípicas e contexto familiar
Imagens de câmeras de segurança capturaram movimentações atípicas na noite de 24 de janeiro. Um carro vermelho entrou na residência de Silvana às 20h34, saindo oito minutos depois. Às 21h28, o veículo da mulher entrou na garagem, e às 23h30, outro carro chegou, permanecendo por doze minutos. A polícia investiga se Silvana dirigia seu próprio carro e busca identificar os outros veículos, que podem ser o mesmo.
Silvana, filha única do casal, mora nas proximidades dos pais e trabalha com eles em um pequeno mercado familiar. Ela se apresenta como vendedora de cosméticos e tem um filho de nove anos, que estava com o pai no fim de semana do desaparecimento. Isail e Dalmira são descritos por parentes e vizinhos como pessoas queridas e tranquilas, com um bom relacionamento com a filha.
O carro de Silvana foi encontrado na garagem de sua casa, com a chave no interior, reforçando a tese de que ela não viajou. A polícia descarta a hipótese de sequestro devido à ausência de pedidos de resgate, concentrando esforços nas suspeitas de crime violento. O caso continua em aberto, com a comunidade local e as autoridades mobilizadas para esclarecer o mistério que envolve a família Aguiar.



