Cão farejador Huck descobre 48 toneladas de maconha em galpão no Complexo da Maré
Cão Huck acha 48 toneladas de maconha no Complexo da Maré

Maior apreensão de drogas da PM fluminense: cão farejador encontra 48 toneladas de maconha escondidas em galpão

Uma operação rotineira da Polícia Militar no Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio de Janeiro, transformou-se na maior apreensão de drogas da história da corporação graças ao faro apurado de um cão farejador. Durante patrulhamento na comunidade Nova Holanda na terça-feira (7), equipes policiais descobriram acidentalmente cerca de 48 toneladas de maconha escondidas em um galpão que não estava na lista de alvos da ação.

O herói de quatro patas: Huck e sua descoberta histórica

O responsável pelo flagrante monumental foi Huck, um pastor-belga-malinois de 5 anos nascido e treinado no Batalhão de Ações com Cães (BAC). Durante o patrulhamento, os policiais passaram por um galpão aparentemente comum que não despertava suspeitas. No entanto, ao percorrerem o entorno com os cães farejadores, Huck começou a sinalizar de forma insistente um ponto específico do depósito.

"É uma apreensão impressionante. Nunca se apreendeu uma quantidade tão grande de drogas em um local de venda e distribuição dentro de comunidade", afirmou o tenente-coronel Luciano Pedro Barbosa da Silva, comandante do BAC. "Existe uma dificuldade enorme de chegar a esses esconderijos, e isso só foi possível graças ao faro do cão."

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O esconderijo secreto: bunker improvisado em cisterna concretada

Dentro do galpão, os agentes encontraram uma cisterna aparentemente desativada e totalmente concretada. Ao quebrar a estrutura, descobriram um bunker improvisado que servia como depósito para a droga. No local estavam armazenados:

  • Mais de 24.600 tabletes de maconha
  • Cada tablete com aproximadamente 2 quilos
  • Totalizando quase 48 toneladas da substância
  • 4 fuzis e pistolas apreendidos

Segundo cálculos da polícia, caso esse montante fosse transformado em cigarros de maconha, seriam produzidos mais de 15 milhões de unidades. A PM acredita que o local funcionava como ponto estratégico de distribuição do Comando Vermelho, com a droga destinada a outras áreas dominadas pela facção criminosa.

Operação de grande escala e confronto durante apreensão

A operação que resultou na histórica apreensão contou com recursos significativos:

  1. Aproximadamente 250 policiais militares de diferentes unidades
  2. Participação do BAC, Batalhão de Choque e Bope
  3. Seis cães farejadores em ação
  4. Quatro veículos blindados e duas aeronaves de apoio

Durante a retirada das drogas, a polícia foi atacada a tiros por criminosos armados, resultando em confronto. Um homem foi encontrado ferido, portando um fuzil, e foi levado ao Hospital Federal de Bonsucesso, onde permanece internado sob custódia. Ao todo, a ação resultou na apreensão de cinco fuzis e 26 veículos roubados.

Logística complexa e perícia especializada

A retirada do material apreendido representou um desafio logístico considerável:

  • Foram necessários quatro caminhões completamente carregados
  • A operação de transporte começou por volta das 13h e só terminou durante a madrugada
  • A contagem do material levou horas e foi concluída aproximadamente às 3h

O tenente-coronel Luciano Pedro explicou a capacidade extraordinária de Huck: "O cão é treinado para encontrar droga em qualquer ambiente. Não importa se está enterrada, concretada ou até submersa. Se houver odor, ele vai achar. Nesse caso, mesmo com a cisterna toda fechada em concreto, Huck conseguiu detectar o cheiro."

Esta não é a primeira grande descoberta de Huck - em 2023, o mesmo cão já havia encontrado 1 tonelada de drogas na mesma comunidade da Nova Holanda.

Destino final das drogas e investigações em andamento

Após a apreensão histórica, o material foi encaminhado para a Cidade da Polícia, no Jacaré, onde passará por perícia da Polícia Civil. Posteriormente, as 48 toneladas de maconha serão incineradas, seguindo os protocolos de destruição de drogas apreendidas.

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A operação demonstra a importância do trabalho especializado dos cães farejadores no combate ao tráfico de drogas, especialmente em comunidades complexas como o Complexo da Maré, onde esconderijos sofisticados dificultam a ação policial tradicional.