Cartucho de Festim Encontrado em Caso de Família Desaparecida no RS: Polícia Atualiza Investigação
Cartucho de festim em caso de família desaparecida no RS

Cartucho de Festim Encontrado em Caso de Família Desaparecida no RS: Polícia Atualiza Investigação

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul realizou uma reunião nesta segunda-feira (9) para atualizar o caso da família Aguiar, desaparecida há 15 dias na Região Metropolitana de Porto Alegre. O encontro, ocorrido em Cachoeirinha, contou com a presença de agentes, delegados e a subchefe da Polícia Civil no estado, Patrícia Tolotti, com o objetivo de aprofundar as análises e confrontar detalhes da investigação.

Cartucho de Festim e Ausência de Violência Interna

Durante a investigação, foi confirmado que o cartucho encontrado na casa do casal de idosos da família Aguiar é de festim. Este tipo de munição simula um disparo real, produzindo barulho e fumaça, mas não arremessa um projétil, sendo utilizado em treinamentos, cerimônias militares e efeitos especiais para cinema e televisão.

De acordo com o delegado Anderson Spier, responsável pelo caso, a perícia indicou que o cartucho é "incompatível com a versão de que não houve luta corporal", sugerindo que provavelmente não ocorreu violência dentro da residência. Isso não elimina a possibilidade de crime, mas aponta para um cenário distinto no local.

Suspeitas de Envolvimento Policial Militar

A investigação ganhou um novo capítulo com a confirmação de que a Corregedoria da Brigada Militar passou a colaborar no caso. Esta participação levanta suspeitas de que um policial militar possa estar envolvido, embora as autoridades não tenham divulgado detalhes sobre a identidade ou o possível papel do agente.

A Corregedoria é responsável por fiscalizar a conduta dos policiais militares e apurar infrações disciplinares e criminais, atuando em paralelo à Polícia Civil, que lidera a investigação do desaparecimento.

Detalhes do Desaparecimento e Perícias Pendentes

A família desaparecida é composta por Silvana Germann de Aguiar, de 48 anos, e seus pais, Isail Vieira de Aguiar, 69 anos, e Dalmira Germann de Aguiar, 70 anos. Eles não são vistos desde janeiro, e o caso tem mobilizado a comunidade local.

O delegado Spier informou que a polícia aguarda resultados de perícias realizadas em:

  • Casas da família
  • Minimercado administrado pelos Aguiar
  • Imagens de câmeras de segurança que captaram movimentações nos dias do desaparecimento
  • Um celular encontrado nas imediações da casa dos idosos

Além disso, mais pessoas devem ser ouvidas ao longo desta semana, conforme a investigação avança.

Contexto do Caso e Hipóteses Investigadas

Silvana foi vista pela última vez em 24 de janeiro. Na mesma data, uma publicação em suas redes sociais alegava um acidente em Gramado, mas a polícia confirmou que o incidente nunca aconteceu, caracterizando a postagem como uma tentativa de despistar o desaparecimento.

Seus pais saíram para procurá-la no dia seguinte e também desapareceram. O carro de Silvana foi encontrado na garagem de sua casa, com a chave dentro da residência, reforçando a tese de que ela não viajou.

Imagens de segurança registraram movimentações atípicas na noite de 24 de janeiro, incluindo a entrada e saída de veículos não identificados. A polícia trabalha com as principais suspeitas de homicídio ou cárcere privado, descartando sequestro devido à ausência de pedidos de resgate.

Silvana é filha única do casal, mora nas proximidades e trabalha com os pais no pequeno mercado familiar. Ela tem um filho de 9 anos, que estava com o pai durante o fim de semana do desaparecimento. A família é descrita por parentes e vizinhos como querida e tranquila, sem histórico de conflitos aparentes.

Até o momento, não há informações conclusivas sobre o paradeiro da família ou as circunstâncias exatas do desaparecimento, mantendo a comunidade e as autoridades em alerta contínuo.