MPCE denuncia mais 138 torcedores por brigas antes de clássico Ceará x Fortaleza
MPCE denuncia 138 torcedores por brigas antes de clássico

Novo grupo de torcedores é denunciado por violência antes de clássico cearense

O Ministério Público do Ceará (MPCE) apresentou denúncia contra mais 138 integrantes de torcidas organizadas dos clubes Ceará e Fortaleza, acusados de participação nos confrontos violentos registrados horas antes do Clássico-Rei, em 8 de fevereiro, na capital Fortaleza. Esta ação judicial amplia o número total de denunciados para 247 pessoas, considerando que, no dia 26 de fevereiro, o órgão já havia formalizado acusações contra 109 indivíduos pelos mesmos motivos.

Episódios de violência generalizada na capital

Os incidentes que motivaram as denúncias ocorreram em diversos pontos da cidade de Fortaleza, antecedendo a partida entre Ceará e Fortaleza pelo Campeonato Cearense de 2026. Durante os confrontos, mais de 350 pessoas foram capturadas pelas autoridades policiais, com apreensão de armas improvisadas como paus, pedras, rojões, socos-ingleses e artefatos explosivos.

Segundo as investigações do MPCE, o grupo recém-denunciado, composto por 138 suspeitos, esteve envolvido especificamente na briga generalizada que eclodiu no bairro Jardim Guanabara. O tumulto exigiu intervenção da Polícia Militar para ser contido e resultou em agressões físicas, depredação do patrimônio público, lesões corporais e riscos significativos para transeuntes que circulavam nas proximidades.

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Crimes imputados e situação processual dos acusados

Conforme apurações do g1 Ceará, os 138 suspeitos denunciados pelo Ministério Público encontram-se atualmente em liberdade. A denúncia judicial os responsabiliza por uma série de crimes, incluindo:

  • Tumulto
  • Associação criminosa
  • Corrupção de menores
  • Lesão corporal
  • Resistência à prisão
  • Desobediência
  • Manuseio e uso de artefatos explosivos

Os 350 torcedores presos durante os confrontos de 8 de fevereiro passaram por audiências de custódia realizadas entre os dias 9 e 10 do mesmo mês. Desse total, 236 adultos tiveram prisão preventiva decretada pela Justiça cearense, enquanto 15 foram liberados, sendo que 12 deles receberam medidas cautelares. Em 23 de fevereiro, um grupo de 89 torcedores obteve liberdade, mas outros 33 permanecem em prisão preventiva devido a antecedentes criminais ou processos judiciais em andamento.

Medidas punitivas contra torcidas organizadas

Em resposta aos episódios de violência, o Ministério Público do Ceará, através do Núcleo do Desporto e Defesa do Torcedor (Nudetor), determinou no dia 10 de fevereiro a suspensão de quatro torcidas organizadas por cinco jogos. As agremiações punidas são:

  1. Torcida Organizada do Ceará (TOC)
  2. Movimento Organizado Força Independente (MOFI)
  3. Bonde da Aliança
  4. Força da Galera

Durante o período de suspensão, serão mantidas restrições como a proibição do uso de materiais e instrumentos musicais nos setores habitualmente ocupados por esses grupos. O MPCE alertou que a reincidência em condutas violentas poderá resultar em sanções mais rigorosas, incluindo o banimento dos estádios por tempo indeterminado.

Investigação sobre influência de facção criminosa

O Ministério Público também investiga a circulação de mensagens atribuídas a uma facção criminosa que estaria proibindo brigas entre torcedores do Ceará e Fortaleza. Nas mensagens que viralizaram nas redes sociais, a organização criminosa teria determinado o fim dos conflitos, argumentando que as brigas "trazem problemas para a organização e sistema para dentro da quebrada", em referência à presença policial intensificada durante os confrontos.

Após a divulgação dessas mensagens, os presidentes de duas das maiores torcidas organizadas dos clubes cearenses gravaram vídeos renunciando formalmente aos seus cargos. A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS) informou, por meio de nota, que a Polícia Civil apura todas as informações sobre ações criminosas que chegam ao conhecimento das autoridades, com apoio dos setores de Inteligência das Forças de Segurança do Estado.

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