STJ mantém prisão de chinês chefe de quadrilha de metanfetamina em SP
STJ nega liberdade a chefe de quadrilha internacional de drogas

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu manter na prisão o empresário chinês apontado como um dos líderes de uma organização criminosa internacional que atuava na produção e venda de metanfetamina no estado de São Paulo. A corte rejeitou, nesta semana, um pedido de liberdade apresentado pela defesa do acusado.

Operação Heisenberg prendeu quadrilha internacional

Zheng Xiao Yun, conhecido como Marcos Zheng, está preso preventivamente desde dezembro de 2024. Sua prisão foi um dos resultados da Operação Heisenberg, conduzida pela Polícia Civil de São Paulo com o objetivo de desarticular uma poderosa facção formada por traficantes de nacionalidades chinesa, mexicana e nigeriana. O grupo era acusado de dominar parte do mercado dessa droga no estado.

As investigações apontaram Zheng como uma peça-chave na estrutura da quadrilha, responsável pela coordenação de atividades ilícitas. Ele responde pelos crimes de tráfico de drogas e associação criminosa.

Condenação em primeira instância e recurso no STJ

Em outubro de 2025, ainda no ano passado, Marcos Zheng foi condenado em primeira instância pelo crime de associação para o tráfico. A sentença estabeleceu uma pena superior a quatro anos de prisão, a ser cumprida em regime inicial fechado.

Diante da condenação, a defesa do empresário ingressou com um pedido de liberdade no STJ. No entanto, o presidente do tribunal, ministro Herman Benjamin, negou o pedido de forma liminar. Em sua decisão, ele argumentou que os advogados não demonstraram a existência de "manifesta ilegalidade ou urgência" que justificassem a concessão da liberdade nesse momento.

Processo segue para análise de mérito

Apesar da negativa inicial, o caso de Marcos Zheng ainda não está encerrado no STJ. O mérito do pedido de liberdade será analisado pela Quinta Turma do tribunal, sob a relatoria da ministra Maria Marluce Caldas. Isso significa que os argumentos da defesa e da acusação serão examinados mais profundamente em uma nova fase processual.

A manutenção da prisão preventiva, conforme entendimento do ministro Herman Benjamin, reflete a gravidade dos crimes atribuídos ao acusado e o risco à ordem pública, considerando a natureza internacional e a complexidade da organização criminosa que ele supostamente chefiava.

A decisão do STJ reforça a atuação das autoridades brasileiras no combate ao crime organizado transnacional, especialmente no que diz respeito ao tráfico de drogas sintéticas, um problema de segurança pública de grande escala.