Policiais militares são alvo de operação por venda ilegal de veículos apreendidos no noroeste do Paraná
Um policial militar foi preso e outros dois foram afastados das funções nesta quinta-feira (5), suspeitos de integrar um esquema de venda de veículos apreendidos pela corporação. A ação foi deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná, na Operação Proditio.
Investigação aponta irregularidades na apreensão e comercialização de carro e moto
De acordo com o promotor Guilherme Franchi, as investigações indicam que os três policiais militares, pertencentes à 5ª Companhia Independente da Polícia Militar em Cianorte, apreenderam um carro de forma irregular. Posteriormente, eles retiraram o veículo do pátio da companhia e o venderam, repetindo o mesmo procedimento com uma motocicleta.
"A princípio, as pessoas que compraram esses veículos estavam de boa-fé. Inclusive fizeram pagamentos via PIX na conta do policial militar", relatou o promotor. Os veículos foram localizados em Maringá através de uma ação da própria Polícia Militar de Cianorte, sendo recuperados – o carro no ano passado e a moto em janeiro deste ano.
Operação cumpre mandados em múltiplas cidades e PM colabora com as investigações
Durante a operação, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão em diversas localidades:
- Maringá
- Paiçandu
- Morretes
- Cianorte
- Japurá
- São Tomé
- Indianápolis
- São Manoel do Paraná
As ordens judiciais foram expedidas pela Vara da Auditoria da Justiça Militar Estadual. O major Gimenez, da Polícia Militar, explicou que a corporação desconfiou da situação quando proprietários dos veículos foram ao pátio da PM em Cianorte para recuperá-los e não os encontraram.
"Proprietários vieram atrás do veículo, acreditando que eles estivessem na nossa sede em Cianorte, mas não estavam. Isso deu início da procura por esses bens. Durante as diligências, foi encontrado o veículo em posse de terceiros", detalhou o major, acrescentando que os policiais investigados atuavam em Jussara quando os crimes ocorreram.
Polícia Militar reforça compromisso com a legalidade e apuração dos fatos
Em nota oficial, a Polícia Militar do Paraná (PM-PR) informou que será instaurado procedimento para apuração dos fatos, garantindo a defesa dos envolvidos. A corporação destacou que não compactua com qualquer conduta que se desvie dos preceitos legais e está colaborando ativamente para identificar e reprimir ações indevidas.
Os nomes dos policiais militares envolvidos não foram divulgados pelas autoridades, mantendo-se o sigilo processual durante as investigações em andamento.



