PF prende 24 por tráfico e venda ilegal de armas em quatro estados, incluindo líder do CV
PF prende 24 por tráfico e armas em 4 estados, com líder do CV

Uma operação de grande escala da Polícia Federal (PF) resultou na prisão de 24 indivíduos envolvidos em tráfico de drogas e venda ilegal de armas, abrangendo quatro estados brasileiros. A ação, que teve como alvo um grupo ligado ao Comando Vermelho (CV) no interior de São Paulo, culminou com a captura do suposto chefe dessa célula criminosa em Mogi Mirim (SP).

Líder da facção e operadora logística são detidos

O homem identificado como líder da organização é Luiz Paulo Fluete Belém, conhecido como Pitty, que foi preso durante a operação. Além dele, os agentes apreenderam uma mulher que, segundo as investigações, assumiu o papel de operadora logística para a distribuição de drogas na região Sudeste. A defesa do suspeito não foi localizada para comentar o caso.

O coronel Cleotheos Sabino, comandante da Polícia Militar, destacou a estratégia do Comando Vermelho em cooptar quadrilhas locais. "O Comando Vermelho tem uma característica de cooptar quadrilhas locais através de financiamento e fornecimento de armamento para disputa territorial. E esse de Mogi Mirim, vulgo Pitty, ele tinha uma atuação importante dentro do crime organizado e ele foi preso hoje", afirmou.

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Estrutura financeira robusta e bloqueios milionários

A operação não se limitou às prisões, mas também desarticulou uma complexa estrutura financeira. Foram bloqueados cerca de R$ 70 milhões e 150 contas bancárias, vinculadas a 20 empresas de fachada. O delegado-chefe da PF em Campinas, André Ribeiro, explicou a necessidade de uma ação abrangente.

"A célula criminosa já estava se robustecendo a ponto de ter uma estrutura de 20 empresas de fachada, 150 contas em nome de interpostas pessoas para movimentar esses valores. Então não bastava apenas realizar a prisão em razão do tráfico de drogas, mas também desarticular a estrutura financeira criada por eles", disse Ribeiro.

Atuação em múltiplos estados e técnicas de evasão

A organização criminosa operava em cidades do interior paulista e mantinha conexões com Minas Gerais, Paraná e Rio de Janeiro, participando ativamente do tráfico de drogas e armas. Os criminosos também adotavam técnicas para aumentar a lucratividade, como transformar a maconha em versões mais potentes, o que reduzia o volume transportado e dificultava a fiscalização.

Início da investigação e prisões em flagrante

A investigação teve início após a prisão de um suspeito em Araras (SP), que revelou ligações com o crime organizado do Rio de Janeiro. "A partir daí, esse material foi trazido às mãos da Polícia Federal, iniciou-se essa investigação e essas ramificações todas que foram levantadas e efetuadas nas prisões hoje, elas vêm dessa investigação", detalhou Sabino.

A Justiça autorizou 37 mandados de prisão temporária e 35 de busca e apreensão. Durante a operação, houve quatro prisões em flagrante por tráfico de drogas e duas por obstrução de justiça, após indivíduos destruírem seus celulares.

Continuidade das investigações

O delegado André Ribeiro ressaltou que a investigação continua ativa. "Esse material vai ser totalmente exaurido e o objetivo é continuar, verificar novos integrantes que, porventura, não tenham sido presos nesse momento e desarticular por completo o crime organizado aqui na região", afirmou. A operação marca um golpe significativo contra o crime organizado no Sudeste brasileiro.

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