Operação do MP-RJ desmantela bingo clandestino ligado a bicheiros no Recreio dos Bandeirantes
O Ministério Público do Rio de Janeiro deflagrou, na manhã desta quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026, uma operação de grande impacto contra os administradores de um bingo clandestino localizado no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste da capital fluminense. A casa de jogos de azar, identificada como Espaço Classe A Recreio, estava diretamente ligada ao contraventor Rogério de Andrade e ao seu filho Gustavo de Andrade, figuras proeminentes na nova cúpula do jogo do bicho no estado.
Seis denunciados e quatro prisões preventivas em ação coordenada
Como resultado da operação, seis pessoas foram formalmente denunciadas pelo crime de organização criminosa, com quatro delas sendo alvo de mandados de prisão preventiva expedidos pela Justiça. Os investigados são acusados de operar o estabelecimento ilegal, que, segundo as apurações, movimentava altas somas de dinheiro diariamente, causando prejuízos significativos aos apostadores envolvidos.
A ação foi liderada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do MPRJ, contando com o apoio estratégico da Coordenadoria de Segurança e Inteligência. As prisões foram efetuadas em diversos bairros da cidade, incluindo Recreio, Barra da Tijuca e Taquara, demonstrando a abrangência da rede criminosa.
Identificação dos envolvidos e desdobramentos da Operação Calígula
Os principais administradores do bingo foram identificados como Ana Paula Alexandre Novello e Francesco Novello Neto. Além deles, também foram denunciados o gerente Thiago Perdomo Magalhães, conhecido como "Batata", e o supervisor Marconi da Silva Borba. A investigação revelou ainda que Ruy Orlando Rocha Monteiro e Roberto Nogueira Figueiredo integravam o grupo, atuando como "atracadores", responsáveis por captar clientes e auxiliar na operação das máquinas de jogos.
Este caso é um desdobramento direto da Operação Calígula, realizada em 2022, que tinha como alvo a organização criminosa liderada por Rogério e Gustavo de Andrade. A análise contínua do material apreendido naquela época tem permitido revelar novos contornos e integrantes do grupo, fortalecendo as ações de combate ao crime organizado no Rio de Janeiro.
A ação penal foi formalmente recebida pelo Juízo da 1ª Vara Especializada em Organização Criminosa da Comarca da Capital, garantindo o devido processo legal e a continuidade das investigações. As autoridades destacam a importância de operações como esta para coibir atividades ilegais que prejudicam a sociedade e a economia local.