Operação Agroseguro desarticula facção que extorquia fazendeiros em Mato Grosso
Facção que extorquia fazendeiros é desarticulada em MT

Operação Agroseguro desarticula facção criminosa que aterrorizava produtores rurais em Mato Grosso

Uma ação de grande impacto foi deflagrada nesta sexta-feira (27) pelo Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco), resultando na desarticulação de uma perigosa facção que atuava intimidando e extorquindo fazendeiros no distrito de Garça Branca, município de Pedra Preta, localizado a 243 quilômetros da capital Cuiabá.

Dois presos e apreensões significativas

A operação, que contou com o apoio fundamental da Polícia Militar, resultou na prisão de dois alvos considerados prioritários e no cumprimento de 15 mandados de busca e apreensão. Durante as diligências, foram apreendidos cinco celulares que eram utilizados pelos criminosos em suas atividades ilícitas.

Modus operandi sofisticado e infiltração nas propriedades

De acordo com as investigações conduzidas pelo Gaeco, os integrantes da organização criminosa desenvolveram um método particularmente insidioso: se infiltravam nas fazendas da região fingindo serem trabalhadores rurais. Essa estratégia lhes permitia não apenas coletar informações estratégicas sobre as propriedades, mas também exercer vigilância constante sobre as atividades dos produtores.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

O esquema criminoso funcionava através da cobrança de valores dos fazendeiros em troca de uma suposta "proteção" na região. Além disso, os criminosos interferiam diretamente nas relações de trabalho, intimidando os proprietários rurais para garantir o controle territorial.

Amplo controle territorial e diversificação criminal

A investigação apontou que a facção exercia amplo controle na região de Garça Branca, praticando diversos crimes além da extorsão, incluindo tráfico de drogas e receptação de bens. O distrito é reconhecido como um importante polo de produção de sementes dentro da cadeia produtiva mato-grossense, concentrando diversas propriedades rurais e empresas que movimentam significativamente a economia local.

Estrutura hierárquica bem definida e base operacional

O Gaeco revelou que a organização possuía uma estrutura hierárquica bem definida, com clara divisão de funções entre seus integrantes. A facção mantinha uma base operacional no distrito e utilizava diversos imóveis para armazenar drogas, ocultar bens ilícitos e guardar equipamentos de comunicação clandestina.

Esses locais serviam tanto como pontos de encontro quanto para o planejamento das ações criminosas. A organização contava ainda com um sofisticado sistema de vigilância composto por "olheiros" - indivíduos cooptados especificamente para monitorar a movimentação policial na região e alertar sobre qualquer operação.

Gaeco: força-tarefa permanente contra o crime organizado

Vale destacar que o Gaeco é uma força-tarefa permanente constituída pelo Ministério Público de Mato Grosso em conjunto com a Polícia Judiciária Civil, Polícia Militar, Polícia Penal e Sistema Socioeducativo. Sua atuação especializada tem sido fundamental no combate às organizações criminosas que tentam se estabelecer no estado.

A Operação Agroseguro representa mais um capítulo bem-sucedido nesse esforço contínuo para garantir a segurança no campo e proteger os produtores rurais que são essenciais para a economia de Mato Grosso.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar