Deolane em cela especial de 9 m²: sem luxo, mas com direitos de advogada
Cela de Deolane: 9 m² e sem luxo, mas com direitos de advogada

A influenciadora e advogada Deolane Bezerra foi transferida para a Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior de São Paulo, na última sexta-feira, 22. Diferentemente do que muitos imaginam, ela não foi colocada em uma cela comum, mas sim no Pavilhão Especial da unidade, por determinação judicial. A medida foi tomada porque Deolane mantém registro ativo na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), o que lhe confere o direito de ficar em espaço separado das alas comuns, conforme prevê o Estatuto da Advocacia para presos cautelares antes da condenação definitiva.

Estrutura básica, sem luxo

Engana-se quem pensa que o Pavilhão Especial oferece regalias. As celas têm, em média, 9 metros quadrados e contam apenas com itens básicos: ventilador, chuveiro e colchão. Em algumas unidades, há berços disponíveis, já que a penitenciária abriga internas grávidas e mães com recém-nascidos. A estrutura é simples e funcional, sem qualquer sinal de luxo.

Penitenciária projetada para mulheres

Inaugurada em 2011, a Penitenciária Feminina de Tupi Paulista ocupa uma área total de 19 mil metros quadrados e foi projetada especialmente para atender às necessidades femininas, com foco em saúde da mulher e maternidade. A unidade dispõe de um espaço dedicado às mães que permanecem com os bebês durante o período de amamentação. Originalmente, a capacidade era para 714 detentas — 660 em regime fechado e 54 em semiaberto —, mas atualmente abriga cerca de 872 internas, número superior ao previsto.

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Investigação por lavagem de dinheiro

Deolane foi presa durante a Operação Vérnix, deflagrada neste mês pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) em conjunto com a Polícia Civil. A investigação apura um suposto esquema milionário de lavagem de dinheiro e ocultação de bens ligado ao crime organizado. Segundo os investigadores, a influenciadora integraria o núcleo financeiro responsável por lavar recursos para integrantes da cúpula do Primeiro Comando da Capital (PCC), incluindo Marco Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola.

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