Zema critica ministros do STF e sugere 'autoaniquilamento' no Japão
Zema critica STF e sugere autoaniquilamento no Japão

O pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo), gerou polêmica nesta segunda-feira (4) ao afirmar que, se alguns ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) atuassem no Japão, já teriam cometido "autoaniquilamento". A declaração foi dada durante entrevista ao programa Pânico, da Jovem Pan. O STF optou por não comentar a fala do ex-governador de Minas Gerais.

Declarações polêmicas sobre o STF

"Eu estou vendo que lá no Supremo dois ou três ministros estão em uma situação insustentável. O brasileiro acorda cedo todos os dias para trabalhar e está levando um tapa na cara ao ver esses ministros continuarem lá. Em um país sério, eles já teriam caído. Eu digo que se fosse no Japão eles teriam cometido autoaniquilamento porque lá há um código de honra muito forte. Aqui no Brasil, nada acontece", afirmou Zema.

A declaração foi feita em resposta a uma pergunta sobre o risco de inelegibilidade devido às críticas constantes à Corte. Zema disse estar tranquilo e que não se preocupa com o que não pode controlar. A fala ocorreu após a publicação de uma coluna de Malu Gaspar, do jornal O Globo, que noticiou que o ministro Gilmar Mendes teria pressionado o procurador-geral da República, Paulo Gonet, a aceitar uma notícia-crime contra Zema no inquérito das fake news.

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Tensão com Gilmar Mendes

A tensão entre Zema e Gilmar Mendes aumentou depois que o ex-governador publicou um vídeo satírico nas redes sociais, retratando o magistrado como um fantoche. A entrevista de Zema na Jovem Pan durou mais de uma hora, durante a qual ele também abordou outros temas, como trabalho infantil.

Posicionamento sobre trabalho infantil

Zema comentou sobre trabalho infantil após uma fala sua repercutir na semana anterior. "Que fique muito claro: criança tem que estudar. Eu contei uma história em um podcast e todo mundo tirou conclusões do que eu nunca falei. O Brasil hoje tem programas que estão muito aquém. [...] Há muitas empresas que não conseguem contratar, principalmente jovens aprendizes, porque eles estão em falta e o governo é burocrático", afirmou.

Na sexta-feira (1), o pré-candidato declarou que, se eleito, pretendia mudar a proibição do trabalho infantil no Brasil. A legislação brasileira proíbe o trabalho de menores de 16 anos, exceto na condição de aprendiz a partir dos 14 anos, com regras específicas. "Lá fora, nos Estados Unidos, criança sai entregando jornal, recebe não sei quantos centavos por cada exemplar entregue, no tempo que tem. Aqui é proibido, né? Você está escravizando criança. Então é lamentável. Mas tenho certeza de que nós vamos mudar", disse Zema no podcast Inteligência Ltda, transmitido no Dia do Trabalhador.

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