Viúva e irmã condenadas a mais de 20 anos por assassinato de dono de cartório em Goiás
Viúva e irmã condenadas por matar dono de cartório em Goiás

Viúva e irmã recebem penas superiores a 20 anos por assassinato de cartorário em Goiás

O Tribunal de Justiça de Goiás condenou a viúva Alyssa Martins de Carvalho Chaves e sua irmã Aleyna Martins de Carvalho a penas de prisão em regime fechado por participarem do sequestro e assassinato de Luiz Fernando Alves Chaves, dono de cartório em Rubiataba. O julgamento ocorreu nesta sexta-feira (27), mais de quatro anos após o crime cometido em dezembro de 2021.

Penas aplicadas e decisão judicial

Alyssa Martins recebeu sentença de 30 anos de reclusão, enquanto Aleyna Martins foi condenada a 24 anos, 11 meses e 27 dias de prisão. O juiz Liciomar Fernandes da Silva negou às acusadas o direito de recorrer em liberdade, considerando que as penas superam oito anos e persistem os requisitos que justificaram a prisão preventiva.

Em sua decisão, o magistrado destacou as graves consequências do crime, que deixou três filhos menores em situação de desamparo, órfãos do pai e com a mãe presa. Além disso, eliminou a perspectiva de estabilidade patrimonial futura proporcionada pela atividade cartorária.

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Outros participantes do crime

Além das irmãs, outras cinco pessoas foram condenadas por participação no assassinato:

  • Ana Cláudia da Silva Rosa, amante de Alyssa e idealizadora do crime: 28 anos, 1 mês e 12 dias
  • Luizmar Francisco Neto, responsável pelo planejamento: 31 anos e 6 meses
  • André Luiz Silva, recrutador dos executores: 24 anos, 11 meses e 27 dias
  • Edivan Batista Pereira, executor: 41 anos, 6 meses e 27 dias
  • Laurindo Lucas Gouveia dos Santos, motorista e executor: 26 anos, 5 meses e 13 dias

Segundo o Ministério Público, Luizmar Francisco arquitetou o crime e forneceu aos executores informações sobre a vítima, além de entregar as chaves da casa, controle do portão e materiais para amarrar as mãos de Luiz Fernando. Ana Cláudia participou por estar romanticamente envolvida com Alyssa, tendo ambas idealizado a morte do cartorário.

Brutalidade e frieza dos executores

O juiz considerou circunstâncias agravantes como a prática do homicídio mediante promessa de pagamento e recurso que dificultou a defesa da vítima. Em relação aos executores Edivan e Laurindo, o MP destacou a brutalidade de suas ações.

De acordo com as promotoras, Edivan atirou diversas vezes contra o cartorário mesmo após pedidos de clemência. A Polícia Civil apontou ainda a frieza da dupla, que saiu para lanchar imediatamente após o crime, como se nada tivesse acontecido.

Detalhes do crime

Luiz Fernando Alves Chaves, de 40 anos, foi sequestrado dentro de sua residência na noite de 28 de dezembro de 2021. Os criminosos utilizaram controles dos portões para acessar a propriedade enquanto a esposa e os filhos estavam na igreja.

Testemunhas relataram que a vítima pediu para ser poupada por ser pai de três crianças. O cartorário foi levado em sua própria caminhonete Hilux para uma região de canavial em Uruana, aproximadamente 20 km de Rubiataba, onde foi assassinado com 15 tiros. Seu corpo foi encontrado na madrugada seguinte.

O delegado responsável pelas investigações, Marcos Adorno, destacou a coincidência de que a esposa, que normalmente não frequentava a igreja, tenha escolhido justamente aquela noite para sair com os filhos, criando uma cobertura para o crime.

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