Vice-prefeito de Colina alega legítima defesa após atirar em professor de jiu-jitsu
Vice-prefeito atira em professor e alega legítima defesa

Vice-prefeito de Colina é investigado por disparo contra professor de jiu-jitsu

A Polícia Civil de São Paulo está conduzindo uma investigação minuciosa sobre o vice-prefeito de Colina, Rafael Corrêa Rodrigues, mais conhecido como Rafael Maringá, suspeito de ter efetuado um disparo de arma de fogo contra o advogado e professor de jiu-jitsu Marcos Aurélio Abe, de 45 anos. O incidente violento ocorreu na noite de domingo, 8 de setembro, no bairro Jardim Universal, deixando a vítima em estado grave com perfuração pulmonar.

Detalhes do confronto e alegações de defesa

De acordo com o boletim de ocorrência registrado pelas autoridades, Marcos Aurélio Abe dirigiu-se até a residência do vice-prefeito em um veículo branco, portando uma arma falsa. Na ocasião, Rafael Maringá encontrava-se em confraternização com familiares. Testemunhas relatam que uma discussão acalorada eclodiu entre os dois homens, culminando no disparo efetuado pelo político, que atingiu o tórax do professor de artes marciais.

O vice-prefeito, que também exerce a função de secretário municipal de Cultura, apresentou-se voluntariamente na Delegacia Seccional de Barretos na terça-feira, 10 de setembro, acompanhado por sua equipe de advogados. Em seu depoimento oficial, Rafael Maringá sustentou a tese de legítima defesa, alegando que agiu sob a impressão de que Marcos Aurélio estava armado e insistia em adentrar a propriedade de forma ameaçadora.

Estado da vítima e contexto relacional

Após o disparo, Marcos Aurélio Abe foi socorrido por moradores da região e inicialmente encaminhado ao pronto-socorro de Colina. Diante da gravidade de seus ferimentos – incluindo a perfuração de um pulmão – foi necessária sua transferência para a Santa Casa de Barretos, onde permanece internado em estado considerado grave pelos médicos responsáveis.

Investigadores descobriram que existe um vínculo pessoal complexo entre as partes envolvidas. Testemunhas informaram à polícia que a vítima foi casado com uma cunhada do vice-prefeito, e pessoas próximas a Marcos Aurélio afirmam que ele ainda mantinha um relacionamento amoroso com essa mulher. No próprio dia do incidente, os dois teriam estado juntos durante uma celebração religiosa.

Andamento das investigações policiais

A Polícia Civil já colheu os depoimentos do vice-prefeito suspeito e de cinco testemunhas que presenciaram ou têm conhecimento dos fatos. As próximas etapas da investigação incluem:

  • Análise de imagens de câmeras de segurança da região
  • Exame pericial completo do local do crime
  • Laudo técnico sobre a arma entregue pelo político
  • Confrontação das versões apresentadas

Vale destacar que Rafael Corrêa Rodrigues já possui registro policial anterior por lesão corporal, relacionado a uma agressão contra um vigilante de velório em julho de 2024, fato que pode influenciar a análise do caso atual.

Posicionamento oficial da prefeitura

A Prefeitura Municipal de Colina emitiu uma nota oficial esclarecendo que considera o episódio como uma questão estritamente pessoal, ocorrida no âmbito privado e sem qualquer relação com as atividades administrativas do poder público ou com a gestão municipal. A administração pública local afirmou acompanhar o desenrolar das investigações, mas ressaltou que se trata de assunto particular entre os envolvidos.

Enquanto a vítima luta pela vida no hospital, a comunidade de Colina aguarda ansiosamente os desdobramentos deste caso que envolve uma figura política local em alegações de violência grave, com o vice-prefeito sustentando sua versão de ação defensiva perante as autoridades competentes.