Vereador preso por agredir mulher com garrafa pode ser expulso do PL em Minas Gerais
Vereador preso por agredir mulher pode ser expulso do PL

Vereador de Leandro Ferreira preso por agressão pode ser expulso do Partido Liberal

O vereador Eduardo Cézar Lobato Fonseca, do Partido Liberal (PL), preso por agredir uma mulher com uma garrafa de vidro em Leandro Ferreira, no Centro-Oeste mineiro, enfrenta a possibilidade de expulsão de sua legenda partidária. Em nota oficial divulgada nas redes sociais do PL em Minas Gerais, o partido classificou a agressão como um "ato inadmissível, que afronta diretamente os valores de respeito, dignidade humana e convivência civilizada". O partido anunciou a abertura de um processo disciplinar interno que pode resultar na expulsão do parlamentar.

Detalhes do caso e perfil do vereador

Eduardo Cézar Lobato Fonseca, conhecido como 'Eduardo Genro do Juvenal', tem 41 anos e está em seu segundo mandato na Câmara Municipal de Leandro Ferreira. Ele foi eleito pelo PL com 136 votos, representando 4,8% dos votos válidos na última eleição. Na legislatura anterior (2021-2024), ele atuou pelo PSDB. Natural de Pitangui (MG), casado e produtor agropecuário, o vereador não declarou renda e possui uma empresa na área de produção musical, registrada em 2013 e atualmente com situação cadastral baixada.

Circunstâncias da agressão e prisão

A agressão ocorreu em um restaurante de Leandro Ferreira no dia 6 de abril, onde a vítima, Eduarda Brandão, jantava com amigos. Segundo o boletim de ocorrência, após uma discussão, o vereador atingiu a mulher na cabeça com uma garrafa. A vítima relatou que a desavença começou quando ela recusou se sentar à mesa com ele e rejeitou suas investidas. O caso foi registrado pela Polícia Militar e Polícia Civil como lesão corporal qualificada, perseguição, ameaça por mais de uma vez, importunação sexual e injúria. Eduardo Cézar foi preso em flagrante com base na Lei Maria da Penha.

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Impacto na vítima e medidas tomadas

Após a agressão, testemunhas relataram que o vereador continuou a intimidar a vítima, dizendo: "Você vai se ver comigo". Eduarda sofreu ferimentos e precisou de atendimento médico. Ela afirmou que sua rotina mudou completamente, evitando sair de casa e considerando mudar de cidade devido ao medo. "Minha avó não está dormindo, meu filho que é especial está tendo crises de epilepsia. Eu tenho medo dele sair e me matar, e fazer algo com minha família", disse ela. A Câmara Municipal decretou licença temporária e sem remuneração para o vereador enquanto ele estiver detido, medida baseada no regimento interno que prevê afastamento automático de vereadores presos.

Defesa do vereador e reações

Em sua versão no boletim de ocorrência, o vereador negou as acusações, alegando que foi agredido pela vítima com unhadas e que agiu em legítima defesa. No entanto, essa versão não foi sustentada por provas colhidas no local. O advogado do vereador, Rafael Lino, declarou que não se manifestará publicamente sobre o caso, pois tramita em segredo de justiça. A nota oficial do PL reiterou o repúdio à violência contra a mulher e expressou solidariedade à vítima, confiando na apuração judicial.

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