Vereador de Urutaí é denunciado por estupro qualificado contra estagiária da Câmara
Vereador de Urutaí é réu por estupro de estagiária da Câmara

Vereador de Urutaí é denunciado por estupro qualificado contra estagiária da Câmara Municipal

O vereador de Urutaí, Éder Alberto Jorge Pimenta, tornou-se réu pela acusação de estupro qualificado contra uma estagiária da Câmara Municipal da cidade. Segundo o Ministério Público de Goiás (MP-GO), ele é acusado de utilizar seu cargo público e a relação de poder que mantinha sobre a vítima para cometer o crime. A denúncia foi recebida pela 2ª Vara Criminal da Comarca de Pires do Rio nesta segunda-feira, dia 9.

Defesa do vereador analisa autos e promete medidas jurídicas

A defesa de Éder Alberto Jorge Pimenta informou ao g1 que analisará os autos do processo e adotará todas as medidas jurídicas cabíveis. O advogado Marcelo Godoi destacou que "o recebimento da denúncia não significa condenação, mas apenas o início da fase processual, na qual serão plenamente exercidos o contraditório e a ampla defesa". Após a denúncia da vítima, o vereador perdeu o cargo de presidente da Câmara Municipal e foi indiciado pela Polícia Civil.

Detalhes do crime: constrangimento e violência em motel

De acordo com a denúncia do MP, o crime ocorreu na manhã do dia 24 de novembro de 2025. O vereador teria constrangido a estagiária, mediante violência e grave ameaça, para que realizasse atos sexuais e libidinosos em um motel localizado na GO-020, em Pires do Rio. Em entrevista à TV Anhanguera, a jovem relatou que acreditava estar em uma viagem de trabalho para tirar fotos, mas foi levada ao local sob falsos pretextos.

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A vítima descreveu: "Ele me levou para um motel. Aí ele falou pra mim descer e entrar pro quarto, que a gente só ia conversar. Aí eu ainda questionei ele: O que a gente tá fazendo aqui? A gente não ia trabalhar, tirar fotos?". Dentro do quarto, o suspeito a mandou sentar na cama e começou a passar a mão pelo seu corpo, enquanto ela tentava empurrá-lo sem sucesso.

Abuso de autoridade e promessas de ascensão profissional

A estagiária contou que, durante o ataque, Éder afirmou que se ela mantivesse sigilo, iria subir de cargo na Câmara Municipal. "Eu ficava falando pra ele que eu não queria isso, que eu não queria, que eu tava lá só pra fazer o trabalho de marketing, porque é algo que eu gosto e que eu sempre trabalhei", relatou a jovem, que também mencionou ter sido agarrada pelo pescoço, causando-lhe medo e lesões.

Provas e pedidos do Ministério Público

O MP afirmou que um áudio gravado pela estagiária identifica a ausência de consentimento e o constrangimento sofrido. O crime é corroborado pelo laudo de exame de corpo de delito e depoimentos de testemunhas. A promotora Ana Roberta Ferreira Fávaro solicitou:

  • Fixação de um valor mínimo de R$ 100 mil como indenização por danos morais, considerando o abalo psicológico, constrangimento e violência causados pelo abuso de autoridade e agressão sexual.
  • Perda do cargo público de vereador ocupado por Éder, conforme prevê o artigo 92 do Código Penal.

Nota oficial da defesa do acusado

Em nota, o advogado Marcelo Godoi esclareceu: "Informo que tive ciência do recebimento da denúncia em face do vereador Éder Alberto Jorge Pimenta pelo Poder Judiciário. Esclareço que o recebimento da denúncia não significa condenação, mas apenas o início da fase processual, na qual serão plenamente exercidos o contraditório e a ampla defesa. A defesa analisará os autos e adotará todas as medidas jurídicas cabíveis, confiando no devido processo legal".

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